As sessões (pré-venda)

R$ 65,00

Livro em pré-venda, envios a partir de 1 de setembro

“As sessões, de Laís Araruna de Aquino, é um descendente de Carta ao Pai de Kafka. Aqui, a personagem escreve para sua ex-terapeuta em um jorro vertiginoso. Um turbilhão de linguagem que procura a si e ao outro, convertendo-se em um personagem. Se em seus contos publicados em Nós que nos amávamos tanto a prosa de Laís se aproxima de uma Alice Munro na sua destreza em construir romances inteiros em algumas páginas, aqui a escrita contundente e intensa se filia, além de Kafka, ao Raduan Nassar de Um copo de cólera. A potência verbal não deixa de lado as relações humanas e seus conflitos, a dificuldade em nos comunicarmos uns com os outros. Em As sessões a luta da linguagem é, também, para se tornar menos etérea, menos volátil e mais cortante, sólida, amolada. “Basta com seu show”. A frase que machuca e encadeia a resposta de L é o fósforo que acende o pavio. “A revoada (de palavras) não se interrompeu mais da minha boca”, escreve L em uma bonita imagem. Mais adiante as palavras são “frutos maduros demais, caem podres”. Em outro momento, L compara os pensamentos na ex-terapeuta a insetos morrendo de inanição aprisionados pela luz de uma lâmpada. Uma imagem recorrente é a da escrita como “pensar com as mãos”. As mãos, as mãos em prece, as mãos segurando firmemente o celular, as mãos segurando um livro, as mãos que conduzem ou são conduzidas pelo cachorro. Na obra de Laís Araruna de Aquino elas sempre aparecem. No seu famoso ensaio sobre as mãos, Henri Focillon escreve: “Por meio delas, o homem trava contato com a dureza do pensamento. Elas lapidam o bloco. Impõem uma forma, um contorno e, no domínio mesmo da caligrafia, um estilo”. Bernardo Brayner

ISBN 9786587785899

1a. edição agosto 2026

84p.

Descrição

Livro em pré-venda, envios a partir de 1 de setembro

“As sessões, de Laís Araruna de Aquino, é um descendente de Carta ao Pai de Kafka. Aqui, a personagem escreve para sua ex-terapeuta em um jorro vertiginoso. Um turbilhão de linguagem que procura a si e ao outro, convertendo-se em um personagem. Se em seus contos publicados em Nós que nos amávamos tanto a prosa de Laís se aproxima de uma Alice Munro na sua destreza em construir romances inteiros em algumas páginas, aqui a escrita contundente e intensa se filia, além de Kafka, ao Raduan Nassar de Um copo de cólera. A potência verbal não deixa de lado as relações humanas e seus conflitos, a dificuldade em nos comunicarmos uns com os outros. Em As sessões a luta da linguagem é, também, para se tornar menos etérea, menos volátil e mais cortante, sólida, amolada. “Basta com seu show”. A frase que machuca e encadeia a resposta de L é o fósforo que acende o pavio. “A revoada (de palavras) não se interrompeu mais da minha boca”, escreve L em uma bonita imagem. Mais adiante as palavras são “frutos maduros demais, caem podres”. Em outro momento, L compara os pensamentos na ex-terapeuta a insetos morrendo de inanição aprisionados pela luz de uma lâmpada. Uma imagem recorrente é a da escrita como “pensar com as mãos”. As mãos, as mãos em prece, as mãos segurando firmemente o celular, as mãos segurando um livro, as mãos que conduzem ou são conduzidas pelo cachorro. Na obra de Laís Araruna de Aquino elas sempre aparecem. No seu famoso ensaio sobre as mãos, Henri Focillon escreve: “Por meio delas, o homem trava contato com a dureza do pensamento. Elas lapidam o bloco. Impõem uma forma, um contorno e, no domínio mesmo da caligrafia, um estilo”. Bernardo Brayner

ISBN 9786587785899

1a. edição agosto 2026

84p.

 

Informação adicional

Peso 0,148 kg
Dimensões 16 × 23 × 0,5 cm