“Corrupção. Um estudo sobre poder público e relações pessoais no Brasil (PDF livre)” foi adicionado ao seu carrinho.
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As relações de gênero, sexualidade, afeto e família estão no epicentro dos debates político-morais que atravessam nossa realidade contemporânea. Seus limites, formas e dinâmicas apresentam-se como matéria de governos e violências. E, às vezes, como parte do desejo por governos violentos que vemos circular e ganhar espaço crescente em nossa sociedade. A chegada da coletânea (Des)prazer da norma deve ser saudada, assim, não apenas com admiração intelectual pelo rigor teórico e apuro etnográfico presentes em cada texto, mas também com o reconhecimento da coragem política e epistemológica que nela pulsam.
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A branquitude (ou a brancura) não é o contrário de negritude. É oportuno lembrar que esses conceitos surgem e se enraízam nos discursos em diferentes momentos históricos, envolvendo fenômenos e propósitos diversos. Enquanto a negritude é um conceito tecido por um discurso êmico, para realçar sentidos de pertença e orgulho negro que o colonialismo destroçou, enquanto se elevou como voz regenerativa e em busca de afirmação identitária; a branquitude é um conceito elaborado a partir de um discurso ético, criado para desvelar certos processos e relações estruturais de dominação, para desmascarar a face oculta do colonialismo, como um operador sub-reptício de naturalização do branco e para transformá-lo em ideal e em universal.
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A primeira versão deste livro foi escrita no começo dos anos de 1990. Nesta ocasião, o autor destacava o caráter cíclico do surgimento dos “casos” e “escândalos” de corrupção no debate público. Transcorridos os anos, o que se constata é algo a mais, a centralidade que o tema da corrupção passou a ocupar nas agendas públicas nacionais e internacionais. Isto se expressa, por exemplo, na ampla legislação produzida sobre o tema, na criação de instituições de combate à corrupção, na difusão de programas e movimentos anticorrupção e na destituição de governos nos diferentes continentes em nome do combate à corrupção. Em suma, a corrupção ganhou o status de um problema público internacional, presente em países pobres e ricos, do sul e do norte, com regimes democráticos e autoritários.
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Entre segredos, posts e notícias coloca em cena, de modo agudo e preciso, toda a riqueza semântica e política dos atuais deslocamentos e ampliações de sentido da categoria estupro. Vislumbramos a escuta atenta ao modo como a mídia construiu as vítimas do médico Roger Abdelmassih, e também às formas de narrar e calar presentes nos depoimentos de estudantes que sofreram assédio sexual na Universidade de São Paulo, e, especialmente, no ativismo da Rede Não Cala, iniciativa das docentes que, com empatia, reconhecem os abusos e ajudam a corrigir as violações de direitos quando não se averigua denúncias e queixas. Esse livro contribui para o exame sobre aumento significativo de violências praticadas a partir de manifestações antes não reconhecidas. Mas, não só: há nele uma nova e bem vinda aposta analítica de modo a ampliar não apenas o escopo das discussões sobre violência, mas a formação de uma sensibilidade feminista como uma questão contemporânea que habita a melhor antropologia que praticamos no Brasil.
Primeira edição: agosto de 2025
192p.
ISBN
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A autora investiga o modo como sambistas da Ilha do Massangano – situada no Vale Submédio do rio São Francisco entre as cidades de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) – relacionam os usos de seu corpo à uma elaboração própria do que é ser pessoa. Estes sambistas estabelecem uma forte relação entre o controle dos fluxos (chamados de força ou de fogo) que passam através de seus corpos e a noção de existência. O ‘fogo’ seria tanto efeito da produção do som – que nada mais é do que o resultado do encontro entre os corpos – juntamente ao seu sapateado frenético, quanto do uso de bebidas alcoólicas. A noção de equilíbrio, de controle dos fluxos e dos corpos, é, na Ilha, fundamental para que se mantenha o mínimo de organização nos estados de existência, para que a vida possa seguir sendo vivida.
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Este livro pode ser lido como uma coleção de fotografias que retratam com precisão a trêmula recepção do estruturalismo e do pós-estruturalismo francês na Argentina e no Brasil dos anos 60 e 70. O trabalho de exploração arqueológica aqui realizado se assemelha ao de uma visita às memórias póstumas de um momento que ainda sobressai como utópico para a teoria e a crítica literária argentina e brasileira, e o enfoque crítico lança um olhar retrospectivo a alguns dos protagonistas da cena analisada. As entrevistas com Héctor Schmucler, Nicolás Rosa, Germán García, Ernesto Laclau, Leyla Perrone-Moisés e Silviano Santiago são o testemunho eloquente da experiência integral do autor como pesquisador e crítico, ao mesmo tempo em que fornecem chaves para elucidar os sintomas culturais, históricos, políticos e ideológicos desses anos efervescentes.