Exibindo 17–32 de 44 resultados
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R$ 45,00
A partir de uma perspectiva genealógica, a chave de leitura não são obras isoladas mas uma constelação, outro Modernismo, marcado pela catástrofe ao invés da utopia; da melancolia em meio à alegria; de fim do mundo ao invés da inauguração de uma nova era; do fascínio pela lentidão de paisagens devastadas, solitárias em detrimento da velocidade e da hipersensorialidade. Este outro Modernismo é com- preendido a partir de Mário Peixoto, Cornélio Penna, Lúcio Cardoso, Oswaldo Goeldi, problematizando as tensões entre localismo e cosmopolitismo, considerados numa perspectiva comparativa entre cinema, literatura e artes visuais e que aponta, talvez surpreendentemente, na cultura midiática para um Modernismo pop.
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R$ 45,00
Materialmente mais resistentes que o celuloide, e socialmente mais assimilados à paisagem cultural quando do surgimento do cinema, muitos impressos da época constituem um testemunho, às vezes único, de modos de perceber, compreender e reagir perante a irrupção do novo espetáculo. Um espetáculo que, em suas três primeiras décadas de existência, passa de atração integrada a outros entretenimentos, tais como feiras e vaudevilles, a uma prática autônoma, com linguagens e propostas estéticas diversas, ainda que uma delas, a estética hollywoodiana, já tivesse se tornado hegemônica. Transcorrido esse período, o advento do som coloca outras questões, reorganizando os termos da interação entre a palavra (em sua dupla feição oral e escrita) e a tela. Os ensaios que integram este livro se detêm nesse limiar, concentrando-se no denominado período silencioso.
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R$ 60,00
Como o camponês de Kafka diante do portão de uma lei que nunca se alcança mas da qual nunca desistimos, procuramos ressaltar os diferentes modos de estudar literatura como a repetição de um movimento de entrada, sempre já diferido, antes e depois de outros. Este livro conta, assim, com a contribuição de pesquisadores com interesses diversos e perspectivas muito variadas, cujo ponto em comum é, talvez, colocar-se diante da literatura e das suas disciplinas, forçando uma entrada própria e corroborando a formação deste espaço de limites borrados, os não-estados da teoria literária e da literatura comparada.
Carolina Correia dos Santos e Wagner Monteiro Pereira (Orgs.)
ISBN 9786587785523
1ed. 2025
184p.
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R$ 50,00
Paloma Vidal tem bastante experiência quando se trata de “Estar entre”. Nestes seus “ensaios de literaturas em trânsito” ela não deixa dúvidas quanto a isso. Uma série de paradoxos são desdobrados nesse “estar entre”: entre línguas, culturas e países, mas, sobretudo, entre as páginas de livros. Paloma fala entre livros, mas também entre cidades: Rio de Janeiro, Buenos Aires, Paris, Los Angeles… Para Walter Benjamin existem dois tipos de aproximação da cidade: a feita pelos que lhe são nativos e a pelos de fora. Os nativos são minoria dentre os autores de descrições de cidade, justamente porque não conseguem a distância necessária para escrever sobre a sua cidade. Se nossa língua estabelece um mapa para trilharmos o mundo, estar entrelínguas (como acontece na escritura de Paloma) permite uma produtiva quebra da bússola e sua fragmentação em cacos que lançam luzes inusitadas sobre outros mundos e outros modos de estar aí.
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R$ 60,00
A delicada etnografia de Rafael da Silva Noleto, baseada em amplo trabalho de campo, nos leva a entender como acontecem os concursos de quadrilhas juninas em Belém, refletindo através da cultura popular sobre as formas de performatizar gênero, sexualidade, raça e classe. Nos concursos juninos, a presença aparentemente desconcertante da categoria Miss Gay dentro do espectro do feminino nas performances, revela como gays, travestis, mulheres transexuais e outras pessoas trans são classificadas como damas, assim como as mulheres cisgêneras. Gênero e sexualidade, em interação com categorias raciais e de território (periférico), articulam-se nas disputas juninas reguladas pelo Estado, revelando então parte das articulações entre cultura e política. De leitura deliciosa, Estrelas Juninas resulta de um doutorado primoroso defendido na USP.
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R$ 60,00
“Em Histórias Particulares, Claudia Barcellos Rezende dá continuidade a uma longa trajetória de investigação que tem como áreas principais a Antropologia das Emoções e a Antropologia do Corpo. O livro aborda experiências e narrativas de parto, analisadas comparativamente com base em um recorte geracional – partos ocorridos nas décadas de 1970-1980 são colocados em contraste com partos realizados na década de 2010 – e um recorte sociocultural – Brasil e Inglaterra. A partir desse objeto, preocupações canônicas da antropologia – as oposições fundadoras indivíduo-sociedade e natureza-cultura – se entrelaçam com conceitos da teoria social contemporânea – experiência, subjetividade e agência. A postura teórico-metodológica adotada pela autora é a “etnografia do particular”, por meio da qual lança luz sobre vivências contemporâneas do parentesco, da família e da parentalidade. Reside aí o traço mais cativante desse novo livro de Claudia Barcellos Rezende: revisitar temáticas constitutivas da disciplina antropológica a partir de lentes conceituais contemporâneas”. Maria Claudia Coelho Professora Titular Instituto de Ciências Sociais UERJ
ISBN 9786587785868
1a ed. julho 2026
156p.
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R$ 65,00
A cidade do Rio de Janeiro foi inúmeras vezes palco, plateia e bastidor de intervenções urbanísticas. Da reforma Pereira Passos às operações atreladas aos megaeventos esportivos, os saberes da arquitetura têm sido sistematicamente acionados para legitimar obras “promotoras do bem-comum” e engendrar processos de categorização social, valorização imobiliária e disciplinamento de espaços e habitantes. A proposta deste livro é compreender as tramas sociais que sustentam tais iniciativas e as imagens e narrativas de progresso e modernidade produzidas pelo campo arquitetônico e pelas práticas estatais. A partir do diálogo entre referenciais da antropologia, sociologia, arquitetura, urbanismo, história, geografia e comunicação social, autores e autoras analisam as mediações profissionais, os interesses particulares e as controvérsias movimentadas em diferentes projetos financiados com recursos públicos.
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R$ 35,00
A cidade do Rio de Janeiro foi inúmeras vezes palco, plateia e bastidor de intervenções urbanísticas. Da reforma Pereira Passos às operações atreladas aos megaeventos esportivos, os saberes da arquitetura têm sido sistematicamente acionados para legitimar obras “promotoras do bem-comum” e engendrar processos de categorização social, valorização imobiliária e disciplinamento de espaços e habitantes. A proposta deste livro é compreender as tramas sociais que sustentam tais iniciativas e as imagens e narrativas de progresso e modernidade produzidas pelo campo arquitetônico e pelas práticas estatais. A partir do diálogo entre referenciais da antropologia, sociologia, arquitetura, urbanismo, história, geografia e comunicação social, autores e autoras analisam as mediações profissionais, os interesses particulares e as controvérsias movimentadas em diferentes projetos financiados com recursos públicos.
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R$ 45,00
Este trabalho analisa as obras de Adelaide Carraro (1925-1992) e Cassandra Rios (1932-2002), comumente referidas como “as maiores pornógrafas da literatura brasileira”, epíteto que evoca uma glória ambígua: a de serem campeãs de vendagem, sobretudo nas décadas de 1960 e 1970, e também recordistas em títulos censurados durante a última ditadura. Procura mostrar como suas bibliografias, identificadas entre si na “paixão pelo visível” da tradição naturalista e na forte presença de conteúdo sexual, configuram, não obstante, projetos distintos e em boa medida opostos. Projetos estes que mantém considerável coerência interna, ao longo de anos de produção contínua, combinando transgressão e conservadorismo de modo desafiador à interpretação.
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R$ 65,00
Como se faz antropologia? Como nós, mulheres, brasileiras, antropólogas, professoras, pesquisadoras, fazemos antropologia? Começo com perguntas porque a forma interrogativa já antecipa uma curiosidade, uma disposição ao diálogo, uma troca. E nada como uma boa cozinha para animar uma conversa. É justamente a “cozinha da pesquisa” que dá o tom do livro de Soraya Fleischer – da escolha dos ingredientes (o que cozinhar/pesquisar) ao preparo (tempos e espaços de cocção/interlocução), das formas de registrar (receitas/diários de campo) ao servir e saborear (pratos/artigos/livros/podcasts). É um livro de perguntas, repleto de deliciosas e sugestivas respostas.
Texto de Luciana Hartmann
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R$ 45,00
Em tempos de desconfiança na política, como pensá-la em termos radicalmente democráticos? Aparentemente ociosa, a pergunta talvez sinalize a direção e a inspiração mais promissoras para ultrapassar a impotência gerada pela anti-política do Estado e suas práticas desmobilizadoras. Essa é a aposta do Movimento Passe Livre que estas “crônicas etnográficas” retratam. Escrito com paixão e posicionamento, Não leve flores constrói um conhecimento situado ao apresentar o MPL, suas práticas, seus princípios e sua perspectiva singular da política, assim como vislumbres dos mundos sociais nos quais militantes e simpatizantes transitam. Consoante com as ações políticas do MPL em seu esforço para construir o alargamento do possível, o livro é um experimento etnográfico em que a reflexão é guiada pela ação e em que a autora mistura os lugares ditos próprios da militância e do fazer antropologia. Um empreendimento de risco vertido em linguagem fluida e ágil, direta e precisa, o livro surpreende ao subverter nossas formas usuais de enxergar o mundo da política.
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R$ 60,00
Atravessando autores e autoras como Malinowski, Radcliffe-Brown, Margaret Mead, Zora Neale Hurston, Max Gluckman, Hilda Kuper, Michel Leiris, Wright Mills, Jomo Kenyatta, Gilberto Velho, Laura Nader, Geertz, Rabinow, George Marcus e abordando tanto etnografias clássicas como contemporâneas e cinema documentário, este livro, do antropólogo Alex Vailati (professor da Universidade Federal de Pernambuco) é fundamental para todos aqueles que se perguntam pelo lugar do estudo das elites (e a sua pertinência) na antropologia.
1a. Edição: 2024
176p.
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R$ 30,00
Atravessando autores e autoras como Malinowski, Radcliffe-Brown, Margaret Mead, Zora Neale Hurston, Max Gluckman, Hilda Kuper, Michel Leiris, Wright Mills, Jomo Kenyatta, Gilberto Velho, Laura Nader, Geertz, Rabinow, George Marcus e abordando tanto etnografias clássicas como contemporâneas e cinema documentário, este livro, do antropólogo Alex Vailati (professor da Universidade Federal de Pernambuco) é fundamental para todos aqueles que se perguntam pelo lugar do estudo das elites (e a sua pertinência) na antropologia.
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1a. Edição: 2024
176p.
ISBN Digital 978-65-87785-62-2
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R$ 50,00
Organizador: Cesar Garcia Lima
“Talvez Vinicius de Moraes estivesse saindo de uma entrevista quando afirmou que “a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”. Pois se algum tipo de encontro está sempre na origem de uma entrevista, mesmo que apenas no vai e vem das mensagens digitais, é bem raro que desses contatos resultem encontros no sentido mais forte sugerido pelo poeta. As sequências protocolares de perguntas e respostas que são a rotina desse gênero, tão difundido quanto vilipendiado, acabam por sugerir, com mais frequência, qualquer coisa de não consumado. Aí está, portanto, uma das qualidades raras deste livro organizado por Cesar Garcia Lima, e por ele criado em diálogo com Adriana Lisboa: no desejo mútuo, visível no preparo meticuloso do entrevistador e nas respostas generosas da entrevistada, de sair do automático e se abrir às possibilidades criadas pela troca com o outro. O resultado, como o leitor vai descobrir, é uma conversa que se lê com prazer do início ao fim, e que ao mesmo tempo se estabelece, desde já, como uma exploração exemplar, em seu rigor e densidade, das ideias, referências e interesses da premiada ficcionista e poeta, uma das mais instigantes escritoras brasileiras contemporâneas. Percorrendo com leveza um conjunto abrangente de artistas e pensadores, Cesar e Adriana elaboram aqui reflexões que servem tanto aos interessados num mapeamento cuidadoso do universo da autora quanto em se perder num percurso livre, em boa companhia, pelas veredas da criação literária”. (Texto da orelha de Miguel Conde)
Primeira edição: 2023
100 páginas
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R$ 70,00
Em O romance do fracasso, o autor faz um estudo comparado de romances contemporâneos do Brasil, Cuba, Venezuela e Haiti escritos em português, espanhol e francês. A partir dos anos de 1990, emerge um novo tipo de realismo literário que ficcionaliza as mais diversas crises nacionais e os sujeitos marginalizados e hegemônicos da realidade violenta, desigual e excludente latino-americana. Do Caribe à Sul américa, da Revolução Haitiana ao Chavismo, da Revolução Cubana ao fim da Ditadura Militar no Brasil, essas narrativas sem aparente a priori ideológico deixam para os leitores, também cidadãos, a urgente tarefa, em última instância, de avaliar a história e o estado da nação na atual época dos bicentenários de independência. Elas são, nesse sentido, manifestações literárias que oscilam entre o escrutínio das promessas do passado e a indignação com o presente, entre o apelo democratizante e o desejo por uma nova hegemonia cultural e política. A partir de uma metodologia comparatista e interdisciplinar, o autor mostra como o romance do fracasso, entendido como uma literatura artisticamente realizada e socialmente frustrante, visa, sob o risco de fracassar como romance, os horizontes latentes de transformação.
1a Edição: dezembro 2025
ISBN 978-65-87785-67-7
264p.
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R$ 50,00
Em O romance do fracasso, o autor faz um estudo comparado de romances contemporâneos do Brasil, Cuba, Venezuela e Haiti escritos em português, espanhol e francês. A partir dos anos de 1990, emerge um novo tipo de realismo literário que ficcionaliza as mais diversas crises nacionais e os sujeitos marginalizados e hegemônicos da realidade violenta, desigual e excludente latino-americana. Do Caribe à Sul américa, da Revolução Haitiana ao Chavismo, da Revolução Cubana ao fim da Ditadura Militar no Brasil, essas narrativas sem aparente a priori ideológico deixam para os leitores, também cidadãos, a urgente tarefa, em última instância, de avaliar a história e o estado da nação na atual época dos bicentenários de independência. Elas são, nesse sentido, manifestações literárias que oscilam entre o escrutínio das promessas do passado e a indignação com o presente, entre o apelo democratizante e o desejo por uma nova hegemonia cultural e política. A partir de uma metodologia comparatista e interdisciplinar, o autor mostra como o romance do fracasso, entendido como uma literatura artisticamente realizada e socialmente frustrante, visa, sob o risco de fracassar como romance, os horizontes latentes de transformação.
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