• Animais tímidos. 23 poetas perdidos

    Animais tímidos. 23 poetas perdidos

    R$ 60,00

    Matías Serra Bradford traça uma série de silhuetas provisórias de poetas consagrados e secretos cujas personalidades são iluminadas pela escrita: eles se escondem, se multiplicam, se desdobram, se perdem. Animais tímidos e intransigentes que optam por se isolar em mundos domésticos que, nem por isso, são menos selvagens. O coração do livro bate nestas linhas: “Desde Rimbaud, a identidade deixou de ser um valor na poesia. O estilo é, e talvez a poesia pulverize uma identidade para obter, com sorte, um estilo”. Sem escrúpulos biográficos, Serra Bradford insiste em suas obsessões: o cruzamento entre vida e obra, a arte como forma, a fragilidade dos retratados, a proliferação de ofícios em que trabalham (há tradutores, artistas, desenhistas, viajantes, cineastas, jardineiros). De Matsuo Bashô a Fernando Pessoa, de Charles Baudelaire a Michael Hamburger, de Tom Raworth a Gabriel Ferrater, de Henri Michaux a Enrique Lihn, é difícil imaginar um cânone mais pessoal e multilíngue. A maneira e a frequência com que, no jogo das leituras, uns se referem aos outros, acabam criando uma família literária. Este livro é também um autorretrato involuntário, o de um escritor com um ouvido absoluto e um pulso refinado: um amante da música em espanhol que agora soa em português. (Judith Podlubne)

    Tradução e desenhos internos de Kelvin Falcão Klein

    Imagem de capa de María Jimena Herrera

    Primeira Edição: abril 2025

    112 p.

    ISBN 978-65-87785-58-5

     

  • As comidas profundas e outros ensaios

    As comidas profundas e outros ensaios

    R$ 60,00

    Os ensaios que compõem este volume estão entre os mais polêmicos, vertiginosos e necessários da obra do cubano Antonio José Ponte. Embora reconhecido como poeta e narrador, é no ensaísmo que atinge um grau de maestria ao aliar a fluidez dos melhores ficcionistas com o olhar atento e desconfiado de um grande historiador. Ponte instaura procedimentos retóricos meticulosos que amplificam as possibilidades interpretativas dos seus textos: consegue ao mesmo tempo aproximar e distanciar os campos literário e histórico, e traçar um caminho inusual e iniludível, sobre questões espinhosas que atravessam não apenas as perspectivas cubanas, mas os seus discursos e aparelhamentos estéticos e ideológicos. O agora no ontem, no porvir: seus atravessamentos não são apenas sobre o passado, pois tudo se repete, como tragédia/farsa (Marx) ou paródia (Piglia).
    Aqui o mártir e patrono das letras cubanas José Martí é polido, lustrado, mas igualmente mordido sem dó nem piedade a partir da imagem de seu casaco esquecido em uma manhã invernal. E a escassez alimentícia dos anos 1990 se encontra com a representação literária das comidas, inclusive com a morte e o desejo, o abacaxi e a carne falsa. E no entrelaçamento da criação e vida de dois ícones, José Lezama Lima e Eliseo Diego, estão os livros perdidos que abraçam o vazio. Entre as catástrofes privadas e coletivas, se prontificam as difíceis relações entre arte e nacionalismo, mas sobretudo o olhar de alguém que em algum momento esteve em uma mesa, em Havana, para escrever e comer. (Carlos Henrique Schroeder)

    Tradução de Francisco César Manhães

    1ed – Setembro de 2025

    ISBN 9786587785639

    92 p.

  • As cores da masculinidade. Experiências interseccionais e práticas de poder na Nossa América

    As cores da masculinidade. Experiências interseccionais e práticas de poder na Nossa América

    R$ 62,00

    ​As cores da masculinidade é um livro importante e inspirador. Combina pesquisa social agudamente observada, apresentação clara de um campo de conhecimento emergente e uma perspectiva pós-colonial particular sobre gênero, homens e masculinidade. Abordando questões sobre masculinidades negras, o livro também revela a fabricação da branquidade e da masculinidade hegemônica branca. O público leitor alcançará uma compreensão mais profunda da violência social, da cultura popular e do racismo, bem como das mudanças contemporâneas nas relações de gênero.

  • As máscaras do mar

    As máscaras do mar

    R$ 25,00

    Neste pequeno ensaio, o escritor catalão Rafael Argullol (1949), percorre as imagens e significados do mar na literatura. Evocando obras de Paul Valéry, Herman Melville, Joseph Conrad e Edgar Allan Poe, Argullol propõe uma viagem pela “linha do horizonte” como espaço ideal para compreender as distintas formas de ser. “Há dois tipos de homens”, diz o autor, “os que sonham com aventuras através do mar e os que não. Uns e outros são irreconciliáveis”.

  • As tramas da autoridade. Controle, conversa e afeto no ambiente escolar

    As tramas da autoridade. Controle, conversa e afeto no ambiente escolar

    R$ 60,00

    Escola, violência e autoridade são palavras que atravessam nossos diálogos cotidianos e que evocam, diversas vezes, sentidos conflitantes. Mescladas em discursos nas arenas públicas, elas compõem um espectro que, por um lado, compreende a escola como capacitada para resolver os problemas sociais contemporâneos e, por outro, a toma enquanto uma instituição impossibilitada de formar novas gerações. Esse mosaico de representações inspira mergulhos nas perspectivas dos agentes que constroem cotidianamente a educação — alguns deles conhecidos como representantes da ordem nas escolas: os inspetores. Outros desses atores nem sempre estão associados à educação escolar, como os policiais e as mães de alunos. O livro apresenta cenários nos quais a autoridade é desvelada pela análise das cate- gorias que orientam as ações destes agentes. Retrata, ainda, intrincados jogos de interação entremeados por autoridade e afeto. Neles, a educação escolar e a socialização são construídas em igual passo, sendo a autoridade um dos elos presentes nas relações entre os adultos e os jovens. (Rodrigo Rosistolato, Faculdade de Educação UFRJ)

    ISBN 978-65-87785-60-8

    1ed. outubro 2025

    148p.

  • Autismo em tradução. Uma conversa intercultural sobre condições do espectro autista

    Autismo em tradução. Uma conversa intercultural sobre condições do espectro autista

    R$ 65,00

    Este extraordinário livro, que inclui artigos de nomes importantes no campo do autismo e da deficiência, é um experimento reflexivo. Ele insiste em desestabilizar tradições que privilegiam discursos clínicos/científicos ao invés de estéticos e fenomenológicos. Ele questiona a tendência nos estudos sobre saúde global de colocar o Sul Global na posição de “falta” de algo que o Norte Global pode oferecer. Este é um livro que deve ser lido, não apenas por aqueles que se interessam por autismo especificamente, mas por todos aqueles que tentam de alguma forma conciliar a ciência social crítica, a epidemiologia e as políticas públicas sem deixar de atentar para o modo como a experiência vivida pode ir além de categorias diagnósticas e discursos normativos.

  • Batalha de confete. Envelhecimento, condutas homossexuais e regimes de visibilidade no Pantanal - MS

    Batalha de confete. Envelhecimento, condutas homossexuais e regimes de visibilidade no Pantanal – MS

    R$ 50,00

    Apoiado em cuidadoso trabalho etnográfico e histórico, Guilherme R. Passamani oferece importante contribuição para o campo de estudos sobre gênero e sexualidade. Desenvolvida em Corumbá e Ladário, cidades fundadas na fronteira ocidental brasileira, a reflexão do antropólogo explora outras tantas “fronteiras” e desloca certos lugares comuns e concepções canônicas dessa área de estudos. Problematiza, sobretudo, as ideias de que as grandes metrópoles são o habitat natural das dissidências sexuais e de gênero, que sexualidade e juventude são quase sinônimos e, finalmente, que o chamado “closet” homossexual é sempre um espaço inabitável. Mostra desse modo que, observadas a partir de suas “fronteiras”, sexualidade, geração e regionalidade não se apresentam como territórios claramente delimitados, mas sim como paradas momentâneas e instáveis em um fluxo incessante de deslocamentos, trocas e passagens.

  • Blue note - Entrevista imaginada

    Blue note – Entrevista imaginada

    R$ 70,00

    Blue note é um livro-mosaico, cujo sentido depende das combinações dos diferentes temas que aborda. Crítica literária, análise sociológica e registro etnográfico são algumas das áreas evocadas para o autor relacionar experiências autobiográficas, fatos históricos e debate político. Blue note envolve os leitores com o tecido da inquietação estética e filosófica. Sua linguagem às vezes explícita, às vezes labiríntica, se expõe como um exercício de montagem e desmontagem dos sentidos que atribuímos ao mundo. E daí procede o seu caráter de obra aberta ao diálogo e em processo de construção.

    Segunda edição revista e ampliada

  • Bolaño, Benjamin, Walser. Três ensaios.

    Bolaño, Benjamin, Walser. Três ensaios.

    R$ 25,00

    Um homem passeia pelos Alpes suíços, percorrendo aldeias remotas e caminhos campestres na companhia de um amigo. Outro perambula por uma Moscou frenética, em busca de amor, velhos brinquedos e horizontes utópicos. Um terceiro vagueia pela Cidade do México, testemunhando a agonia de sua própria juventude e dos sonhos de sua geração, vivendo uma lenta glória apocalíptica marcada desde o início por uma tonalidade crepuscular. Robert Walser, Walter Benjamin e Roberto Bolaño são os autores que passeiam aqui nesses textos de Cristopher Dominguez Michael que, com excelência e graça, nos leva a transitar junto com eles em suas deambulações pelo feérico século XX. Artífice maior dessa combinação rara – a do resenhista jornalístico que trabalha com a intensidade inquisitiva do ensaio –, Dominguez Michael nos convida aqui a pensar com ele uma questão que, embora antiga, parece ainda fundamental: o que a obra oferece à indagação sobre a vida, a história e a experiência dos autores que com ela se inventam?

  • Branquitude. Dilema racial brasileiro (PDF livre)

    Branquitude. Dilema racial brasileiro (PDF livre)

    R$ 0,00

    A branquitude (ou a brancura) não é o contrário de negritude. É oportuno lembrar que esses conceitos surgem e se enraízam nos discursos em diferentes momentos históricos, envolvendo fenômenos e propósitos diversos. Enquanto a negritude é um conceito tecido por um discurso êmico, para realçar sentidos de pertença e orgulho negro que o colonialismo destroçou, enquanto se elevou como voz regenerativa e em busca de afirmação identitária; a branquitude é um conceito elaborado a partir de um discurso ético, criado para desvelar certos processos e relações estruturais de dominação, para desmascarar a face oculta do colonialismo, como um operador sub-reptício de naturalização do branco e para transformá-lo em ideal e em universal.

  • Buchas e bárbaros. A aposta do nós

    Buchas e bárbaros. A aposta do nós

    R$ 70,00

    “Este livro se dirige aos brancos, especialmente os proletários, os desempregados, aqueles que empobreceram e renunciaram à política ou deslizaram para a extrema direita, “os deixados para trás”, aqueles que, mesmo esmagados por um poder que não possuem, selam alianças com a branquitude e inferiorizam e oprimem os racializados, os migrantes, os que foram colonizados, os bárbaros. São esses brancos desfavorecidos, aqui chamados de buchas, que Houria Bouteldja convida a se unir em um Nós com outros excluídos, um Nós capaz de se tornar uma maioria decolonial, uma aposta ética no futuro”.

    1ed. outubro de 2025

    Tradução de Erick Araujo

    ISBN 978-65-87785-54-7

    172p.

     

  • Casa-Mundo

    Casa-Mundo

    R$ 65,00

     

    Mais que janelas para o mundo, as casas trazem o mundo dentro dela. Para dar concretude a essa formulação, o livro detém-se nas dimensões materiais, simbólicas e históricas das casas. Vistas do interior ou espreitadas a partir de ângulos inesperados, elas sedimentam a memória, instituem moralidades, reproduzem habitus de classe, modelam corpos, prescrevem afetos, fomentam a sociabilidade. Casas irradiam concepções de indivíduo e família, redes de parentesco, genealogias. Fixam tipologias de habitação, expressões estéticas e arranjos sociais. Vividas, narradas, lembradas, filmadas ou cantadas, criam imaginários de liberdade e exibem fraturas sociais. Provisórias, fabulam pertencimentos, forçam deslocamentos e perpetram exclusões. Caleidoscópicas, dão a ver relações entre o mercado e o Estado, estruturas de sentimentos e cosmologias do morar. Lugar de intimidade, elas são atravessadas pela política e por fronteiras porosas que obrigam a rever a dicotomia entre público e privado.

  • Com Barthes

    Com Barthes

    R$ 60,00

    O que pode a literatura como atuação política? Essa pergunta, que permeia “Literatura e poder”, primeiro ensaio deste livro, é respondida a partir da análise minuciosa de diversos textos de Roland Barthes, desde O grau zero da escrita (1953) até O prazer do texto (1973). Giordano está muito longe de situar essa preocupação política numa primeira fase de Barthes, como a maioria dos críticos: mesmo em suas obras mais experimentais, ou mais psicanalíticas, a pergunta pelo poder da literatura na sociedade está sempre lá. Mas o poder de Barthes não se reduz à política. Nos outros ensaios deste livro, Giordano nos mostra como a experiência e o prazer se inserem em seus textos críticos, em um gesto que beirava, no momento de sua escrita, o suicídio intelectual. Giordano não tampa os ouvidos para esse Barthes-sereia, mergulha com ele nesse abismo que se produz entre o afeto e a crítica, para nos mostrar que o grande poder de Barthes é nos fazer escrever. (Claudia Amigo Pino)

    Tradução de Diogo de Hollanda e Paloma Vidal
    Brochura
    120 páginas
    1a edição: novembro de 2023

  • Compondo Chiquinha Gonzaga. Contrapontos antropológicos

    Compondo Chiquinha Gonzaga. Contrapontos antropológicos

    R$ 65,00

    “Sabemos da aura fascinante que acompanha o nome de Chiquinha Gonzaga. Pioneira e transgressora, a compositora e maestrina habita o imaginário coletivo com seu exemplo de luta e vitória no enfrentamento de opressões e constrangimentos impostos a uma mulher no Rio de Janeiro do Segundo Reinado e Primeira República. Agora, saberemos mais.
    Compondo Chiquinha Gonzaga. Contrapontos antropológicos traz uma contribuição valiosa ao debate de questões centrais da cultura brasileira. Em torno da vida da compositora, o trabalho de Rafael do Nascimento Cesar tem uma amplitude de análise que interessa a todo aquele que se debruça sobre o fazer biográfico.
    Aspectos por muito tempo silenciados da vida pessoal da compositora são por ele analisados sem reservas. E muito mais abrange o seu olhar de pesquisador e intelectual, ampliando o encantamento que nos proporciona o relato de vida dessa personagem sem igual na galeria de personalidades brasileiras”.

    Edinha Diniz

    Primeira edição: 2023
    192 p.

  • ​Continuação de ideias diversas

    ​Continuação de ideias diversas

    R$ 45,00
    A meio caminho entre um caderno de anotações, um diário, um rascunho de ideias, este livro raro de Aira reune pensamentos sobre literatura e arte, descrições de sonhos, lembranças de suas primeiras leituras, observações sobre a memória e o esquecimento e digressões sobre a arte da ficção. O livro está composto por uma série de fragmentos de não mais de uma página que, em espaço reduzido, funcionam com a potência inesperada do haicai.
  • Conversas etnográficas haitianas

    Conversas etnográficas haitianas

    R$ 60,00

    Este livro resulta de uma singular experiência de etnografia coletiva, realizada durante mais de uma década entre o Brasil e o Haiti. Apresenta uma visão etnográfica e teórica consistente de um conjunto de questões chave da antropologia contemporânea; como sangue, família, dinheiro, comércio, frustração, misturas, feitiço, diáspora e ancestrais. Cada um dos capítulos conversa, por sua vez, com os outros: o sangue está incrustado na família, a mobilidade na frustração, os ancestrais no feitiço e assim por diante como em uma roda de conversa, ou como em uma conversa espiralada que, como toda etnografia, é sempre também cumulativa. Haiti, um universo de pessoas intensamente interconectadas que se estende além-fronteiras colapsando presente, passado e futuro; interações enraizadas nas experiências do colonialismo, da escravidão, da persistente miséria e do caráter inacabado da nação que faz da questão nacional uma obsessão não só entre os intelectuais que pensam o país, mas também entre as pessoas que vivem “o Haiti” e que estão obrigadas a lidar com “o Haiti” para pensar no futuro de suas vidas.