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R$ 60,00
Neste volume, Maria Claudia Coelho nos apresenta reflexões valiosas que dão continuidade a seu trabalho de mais de vinte anos sobre as emoções como objeto das ciências sociais. Nos artigos aqui reunidos, o foco é o lugar das emoções na produção do conhecimento científico. A partir de relatos de várias origens – de pesquisadores, de sua própria trajetória acadêmica e do público leigo, Maria Claudia recorre à análise dos sentimentos como meio para discutir aspectos do trabalho intelectual e também dimensões institucionais da produção científica. Elementos da história recente do país, como os conflitos políticos em torno da eleição de Jair Bolsonaro em 2018 e a pandemia de Covid-19, instigam questionamentos importantes sobre a relação entre emoção e cognição, mostrando a importância dos sentimentos no debate público sobre saúde e política. Assim, este livro é mais uma contribuição valiosa da autora para a antropologia das emoções de forma geral e como campo potente no Brasil.
Texto de Claudia Barcellos Rezende
Instituto de Ciências Sociais/UERJ
1a. Edição: 2024
188p.
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R$ 60,00
Matías Serra Bradford traça uma série de silhuetas provisórias de poetas consagrados e secretos cujas personalidades são iluminadas pela escrita: eles se escondem, se multiplicam, se desdobram, se perdem. Animais tímidos e intransigentes que optam por se isolar em mundos domésticos que, nem por isso, são menos selvagens. O coração do livro bate nestas linhas: “Desde Rimbaud, a identidade deixou de ser um valor na poesia. O estilo é, e talvez a poesia pulverize uma identidade para obter, com sorte, um estilo”. Sem escrúpulos biográficos, Serra Bradford insiste em suas obsessões: o cruzamento entre vida e obra, a arte como forma, a fragilidade dos retratados, a proliferação de ofícios em que trabalham (há tradutores, artistas, desenhistas, viajantes, cineastas, jardineiros). De Matsuo Bashô a Fernando Pessoa, de Charles Baudelaire a Michael Hamburger, de Tom Raworth a Gabriel Ferrater, de Henri Michaux a Enrique Lihn, é difícil imaginar um cânone mais pessoal e multilíngue. A maneira e a frequência com que, no jogo das leituras, uns se referem aos outros, acabam criando uma família literária. Este livro é também um autorretrato involuntário, o de um escritor com um ouvido absoluto e um pulso refinado: um amante da música em espanhol que agora soa em português. (Judith Podlubne)
Tradução e desenhos internos de Kelvin Falcão Klein
Imagem de capa de María Jimena Herrera
Primeira Edição: abril 2025
112 p.
ISBN 978-65-87785-58-5
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R$ 70,00
“O livro de Natália Fazzioni é de interesse fundamental não só para planejadores e profissionais de saúde, mas para todos que se interessam pelos pequenos gestos de cuidado que constituem o tecido social nas favelas do Brasil urbano. Trata-se de um estudo etnográfico que nos leva a subir o morro junto com a autora para conhecer de perto os dilemas que confrontam uma equipe de medicina de família nas suas tentativas de garantir a saúde básica da comunidade. Aproximamo-nos também dos pacientes e seus incontáveis problemas – dos tiroteios diários e corpos marcados por anos de trabalho até as redes de apoio desgastadas pelas sucessivas crises econômicas. Contudo, sem minimizar os duros desafios que cada um enfrenta ao cuidar de si e dos outros, a análise – pautada nos mais recentes debates sobre políticas públicas, saúde coletiva e antropologia – acaba por construir possibilidades esperançosas, visibilizando e dando valor aos “arranjos de cuidado” que constituem este território e a vida de seus habitantes. É, portanto, um livro que merece ser lido e relido”.
Claudia Fonseca, Antropóloga, Professora Titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
ISBN 978-65-87785-80-6
1a ed. abril 2026
232p.
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R$ 60,00
Os ensaios que compõem este volume estão entre os mais polêmicos, vertiginosos e necessários da obra do cubano Antonio José Ponte. Embora reconhecido como poeta e narrador, é no ensaísmo que atinge um grau de maestria ao aliar a fluidez dos melhores ficcionistas com o olhar atento e desconfiado de um grande historiador. Ponte instaura procedimentos retóricos meticulosos que amplificam as possibilidades interpretativas dos seus textos: consegue ao mesmo tempo aproximar e distanciar os campos literário e histórico, e traçar um caminho inusual e iniludível, sobre questões espinhosas que atravessam não apenas as perspectivas cubanas, mas os seus discursos e aparelhamentos estéticos e ideológicos. O agora no ontem, no porvir: seus atravessamentos não são apenas sobre o passado, pois tudo se repete, como tragédia/farsa (Marx) ou paródia (Piglia).
Aqui o mártir e patrono das letras cubanas José Martí é polido, lustrado, mas igualmente mordido sem dó nem piedade a partir da imagem de seu casaco esquecido em uma manhã invernal. E a escassez alimentícia dos anos 1990 se encontra com a representação literária das comidas, inclusive com a morte e o desejo, o abacaxi e a carne falsa. E no entrelaçamento da criação e vida de dois ícones, José Lezama Lima e Eliseo Diego, estão os livros perdidos que abraçam o vazio. Entre as catástrofes privadas e coletivas, se prontificam as difíceis relações entre arte e nacionalismo, mas sobretudo o olhar de alguém que em algum momento esteve em uma mesa, em Havana, para escrever e comer. (Carlos Henrique Schroeder)
Tradução de Francisco César Manhães
1ed – Setembro de 2025
ISBN 9786587785639
92 p.
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R$ 62,00
As cores da masculinidade é um livro importante e inspirador. Combina pesquisa social agudamente observada, apresentação clara de um campo de conhecimento emergente e uma perspectiva pós-colonial particular sobre gênero, homens e masculinidade. Abordando questões sobre masculinidades negras, o livro também revela a fabricação da branquidade e da masculinidade hegemônica branca. O público leitor alcançará uma compreensão mais profunda da violência social, da cultura popular e do racismo, bem como das mudanças contemporâneas nas relações de gênero.
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R$ 25,00
Neste pequeno ensaio, o escritor catalão Rafael Argullol (1949), percorre as imagens e significados do mar na literatura. Evocando obras de Paul Valéry, Herman Melville, Joseph Conrad e Edgar Allan Poe, Argullol propõe uma viagem pela “linha do horizonte” como espaço ideal para compreender as distintas formas de ser. “Há dois tipos de homens”, diz o autor, “os que sonham com aventuras através do mar e os que não. Uns e outros são irreconciliáveis”.
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R$ 65,00
Livro em pré-venda, envios a partir de 1 de setembro
“As sessões, de Laís Araruna de Aquino, é um descendente de Carta ao Pai de Kafka. Aqui, a personagem escreve para sua ex-terapeuta em um jorro vertiginoso. Um turbilhão de linguagem que procura a si e ao outro, convertendo-se em um personagem. Se em seus contos publicados em Nós que nos amávamos tanto a prosa de Laís se aproxima de uma Alice Munro na sua destreza em construir romances inteiros em algumas páginas, aqui a escrita contundente e intensa se filia, além de Kafka, ao Raduan Nassar de Um copo de cólera. A potência verbal não deixa de lado as relações humanas e seus conflitos, a dificuldade em nos comunicarmos uns com os outros. Em As sessões a luta da linguagem é, também, para se tornar menos etérea, menos volátil e mais cortante, sólida, amolada. “Basta com seu show”. A frase que machuca e encadeia a resposta de L é o fósforo que acende o pavio. “A revoada (de palavras) não se interrompeu mais da minha boca”, escreve L em uma bonita imagem. Mais adiante as palavras são “frutos maduros demais, caem podres”. Em outro momento, L compara os pensamentos na ex-terapeuta a insetos morrendo de inanição aprisionados pela luz de uma lâmpada. Uma imagem recorrente é a da escrita como “pensar com as mãos”. As mãos, as mãos em prece, as mãos segurando firmemente o celular, as mãos segurando um livro, as mãos que conduzem ou são conduzidas pelo cachorro. Na obra de Laís Araruna de Aquino elas sempre aparecem. No seu famoso ensaio sobre as mãos, Henri Focillon escreve: “Por meio delas, o homem trava contato com a dureza do pensamento. Elas lapidam o bloco. Impõem uma forma, um contorno e, no domínio mesmo da caligrafia, um estilo”. Bernardo Brayner
ISBN 9786587785899
1a. edição agosto 2026
84p.
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R$ 60,00
Escola, violência e autoridade são palavras que atravessam nossos diálogos cotidianos e que evocam, diversas vezes, sentidos conflitantes. Mescladas em discursos nas arenas públicas, elas compõem um espectro que, por um lado, compreende a escola como capacitada para resolver os problemas sociais contemporâneos e, por outro, a toma enquanto uma instituição impossibilitada de formar novas gerações. Esse mosaico de representações inspira mergulhos nas perspectivas dos agentes que constroem cotidianamente a educação — alguns deles conhecidos como representantes da ordem nas escolas: os inspetores. Outros desses atores nem sempre estão associados à educação escolar, como os policiais e as mães de alunos. O livro apresenta cenários nos quais a autoridade é desvelada pela análise das cate- gorias que orientam as ações destes agentes. Retrata, ainda, intrincados jogos de interação entremeados por autoridade e afeto. Neles, a educação escolar e a socialização são construídas em igual passo, sendo a autoridade um dos elos presentes nas relações entre os adultos e os jovens. (Rodrigo Rosistolato, Faculdade de Educação UFRJ)
ISBN 978-65-87785-60-8
1ed. outubro 2025
148p.
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R$ 65,00
Este extraordinário livro, que inclui artigos de nomes importantes no campo do autismo e da deficiência, é um experimento reflexivo. Ele insiste em desestabilizar tradições que privilegiam discursos clínicos/científicos ao invés de estéticos e fenomenológicos. Ele questiona a tendência nos estudos sobre saúde global de colocar o Sul Global na posição de “falta” de algo que o Norte Global pode oferecer. Este é um livro que deve ser lido, não apenas por aqueles que se interessam por autismo especificamente, mas por todos aqueles que tentam de alguma forma conciliar a ciência social crítica, a epidemiologia e as políticas públicas sem deixar de atentar para o modo como a experiência vivida pode ir além de categorias diagnósticas e discursos normativos.
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R$ 50,00
Apoiado em cuidadoso trabalho etnográfico e histórico, Guilherme R. Passamani oferece importante contribuição para o campo de estudos sobre gênero e sexualidade. Desenvolvida em Corumbá e Ladário, cidades fundadas na fronteira ocidental brasileira, a reflexão do antropólogo explora outras tantas “fronteiras” e desloca certos lugares comuns e concepções canônicas dessa área de estudos. Problematiza, sobretudo, as ideias de que as grandes metrópoles são o habitat natural das dissidências sexuais e de gênero, que sexualidade e juventude são quase sinônimos e, finalmente, que o chamado “closet” homossexual é sempre um espaço inabitável. Mostra desse modo que, observadas a partir de suas “fronteiras”, sexualidade, geração e regionalidade não se apresentam como territórios claramente delimitados, mas sim como paradas momentâneas e instáveis em um fluxo incessante de deslocamentos, trocas e passagens.
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R$ 70,00
Blue note é um livro-mosaico, cujo sentido depende das combinações dos diferentes temas que aborda. Crítica literária, análise sociológica e registro etnográfico são algumas das áreas evocadas para o autor relacionar experiências autobiográficas, fatos históricos e debate político. Blue note envolve os leitores com o tecido da inquietação estética e filosófica. Sua linguagem às vezes explícita, às vezes labiríntica, se expõe como um exercício de montagem e desmontagem dos sentidos que atribuímos ao mundo. E daí procede o seu caráter de obra aberta ao diálogo e em processo de construção.
Segunda edição revista e ampliada
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R$ 25,00
Um homem passeia pelos Alpes suíços, percorrendo aldeias remotas e caminhos campestres na companhia de um amigo. Outro perambula por uma Moscou frenética, em busca de amor, velhos brinquedos e horizontes utópicos. Um terceiro vagueia pela Cidade do México, testemunhando a agonia de sua própria juventude e dos sonhos de sua geração, vivendo uma lenta glória apocalíptica marcada desde o início por uma tonalidade crepuscular. Robert Walser, Walter Benjamin e Roberto Bolaño são os autores que passeiam aqui nesses textos de Cristopher Dominguez Michael que, com excelência e graça, nos leva a transitar junto com eles em suas deambulações pelo feérico século XX. Artífice maior dessa combinação rara – a do resenhista jornalístico que trabalha com a intensidade inquisitiva do ensaio –, Dominguez Michael nos convida aqui a pensar com ele uma questão que, embora antiga, parece ainda fundamental: o que a obra oferece à indagação sobre a vida, a história e a experiência dos autores que com ela se inventam?
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R$ 50,00
O tema da brancura e da branquitude esteve, durante muito tempo, ausente do debate nas ciências humanas. Mas o que é a branquitude? A obra que se tem em mãos descreve a trama macabra da dominação racial no pensamento social brasileiro do século XIX e revela que a branquitude constitui o próprio maquinário ideológico que busca naturalizar o branco para transformá-lo em ideal em uma nação formada majoritariamente por negros. A partir de críticas e denúncias, o livro desmascara e evidencia o sentido perverso da raça e do racismo. Demonstra o quanto a projeção de estereótipos, hierarquias e desigualdades sociais e de gênero se relaciona e se intersecciona com o advento da raça. Sob a “insígnia de um desafio radical”, expõe as assimetrias das relações que sustentam o racismo à brasileira. O autor de Branquitude: dilema racial brasileiro nos conduz a importantes reflexões sobre o racismo e nos situa no interior do debate contemporâneo acerca da branquitude.
ISBN 9786587785875
1a. ed. papel julho 2026
90p.
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R$ 0,00
A branquitude (ou a brancura) não é o contrário de negritude. É oportuno lembrar que esses conceitos surgem e se enraízam nos discursos em diferentes momentos históricos, envolvendo fenômenos e propósitos diversos. Enquanto a negritude é um conceito tecido por um discurso êmico, para realçar sentidos de pertença e orgulho negro que o colonialismo destroçou, enquanto se elevou como voz regenerativa e em busca de afirmação identitária; a branquitude é um conceito elaborado a partir de um discurso ético, criado para desvelar certos processos e relações estruturais de dominação, para desmascarar a face oculta do colonialismo, como um operador sub-reptício de naturalização do branco e para transformá-lo em ideal e em universal.
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R$ 70,00
“Este livro se dirige aos brancos, especialmente os proletários, os desempregados, aqueles que empobreceram e renunciaram à política ou deslizaram para a extrema direita, “os deixados para trás”, aqueles que, mesmo esmagados por um poder que não possuem, selam alianças com a branquitude e inferiorizam e oprimem os racializados, os migrantes, os que foram colonizados, os bárbaros. São esses brancos desfavorecidos, aqui chamados de buchas, que Houria Bouteldja convida a se unir em um Nós com outros excluídos, um Nós capaz de se tornar uma maioria decolonial, uma aposta ética no futuro”.
1ed. outubro de 2025
Tradução de Erick Araujo
ISBN 978-65-87785-54-7
172p.
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R$ 65,00
Mais que janelas para o mundo, as casas trazem o mundo dentro dela. Para dar concretude a essa formulação, o livro detém-se nas dimensões materiais, simbólicas e históricas das casas. Vistas do interior ou espreitadas a partir de ângulos inesperados, elas sedimentam a memória, instituem moralidades, reproduzem habitus de classe, modelam corpos, prescrevem afetos, fomentam a sociabilidade. Casas irradiam concepções de indivíduo e família, redes de parentesco, genealogias. Fixam tipologias de habitação, expressões estéticas e arranjos sociais. Vividas, narradas, lembradas, filmadas ou cantadas, criam imaginários de liberdade e exibem fraturas sociais. Provisórias, fabulam pertencimentos, forçam deslocamentos e perpetram exclusões. Caleidoscópicas, dão a ver relações entre o mercado e o Estado, estruturas de sentimentos e cosmologias do morar. Lugar de intimidade, elas são atravessadas pela política e por fronteiras porosas que obrigam a rever a dicotomia entre público e privado.