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A meio caminho entre um caderno de anotações, um diário, um rascunho de ideias, este livro raro de Aira reune pensamentos sobre literatura e arte, descrições de sonhos, lembranças de suas primeiras leituras, observações sobre a memória e o esquecimento e digressões sobre a arte da ficção. O livro está composto por uma série de fragmentos de não mais de uma página que, em espaço reduzido, funcionam com a potência inesperada do haicai. -

Conversas etnográficas haitianas
R$ 60,00Este livro resulta de uma singular experiência de etnografia coletiva, realizada durante mais de uma década entre o Brasil e o Haiti. Apresenta uma visão etnográfica e teórica consistente de um conjunto de questões chave da antropologia contemporânea; como sangue, família, dinheiro, comércio, frustração, misturas, feitiço, diáspora e ancestrais. Cada um dos capítulos conversa, por sua vez, com os outros: o sangue está incrustado na família, a mobilidade na frustração, os ancestrais no feitiço e assim por diante como em uma roda de conversa, ou como em uma conversa espiralada que, como toda etnografia, é sempre também cumulativa. Haiti, um universo de pessoas intensamente interconectadas que se estende além-fronteiras colapsando presente, passado e futuro; interações enraizadas nas experiências do colonialismo, da escravidão, da persistente miséria e do caráter inacabado da nação que faz da questão nacional uma obsessão não só entre os intelectuais que pensam o país, mas também entre as pessoas que vivem “o Haiti” e que estão obrigadas a lidar com “o Haiti” para pensar no futuro de suas vidas.
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Conversas etnográficas haitianas (E-book)
R$ 35,00Este livro resulta de uma singular experiência de etnografia coletiva, realizada durante mais de uma década entre o Brasil e o Haiti. Apresenta uma visão etnográfica e teórica consistente de um conjunto de questões chave da antropologia contemporânea; como sangue, família, dinheiro, comércio, frustração, misturas, feitiço, diáspora e ancestrais. Cada um dos capítulos conversa, por sua vez, com os outros: o sangue está incrustado na família, a mobilidade na frustração, os ancestrais no feitiço e assim por diante como em uma roda de conversa, ou como em uma conversa espiralada que, como toda etnografia, é sempre também cumulativa. Haiti, um universo de pessoas intensamente interconectadas que se estende além-fronteiras colapsando presente, passado e futuro; interações enraizadas nas experiências do colonialismo, da escravidão, da persistente miséria e do caráter inacabado da nação que faz da questão nacional uma obsessão não só entre os intelectuais que pensam o país, mas também entre as pessoas que vivem “o Haiti” e que estão obrigadas a lidar com “o Haiti” para pensar no futuro de suas vidas.
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Corrupção. Um estudo sobre poder público e relações pessoais no Brasil
R$ 60,00A primeira versão deste livro foi escrita no começo dos anos de 1990. Nesta ocasião, o autor destacava o caráter cíclico do surgimento dos “casos” e “escândalos” de corrupção no debate público. Transcorridos os anos, o que se constata é algo a mais, a centralidade que o tema da corrupção passou a ocupar nas agendas públicas nacionais e internacionais. Isto se expressa, por exemplo, na ampla legislação produzida sobre o tema, na criação de instituições de combate à corrupção, na difusão de programas e movimentos anticorrupção e na destituição de governos nos diferentes continentes em nome do combate à corrupção. Em suma, a corrupção ganhou o status de um problema público internacional, presente em países pobres e ricos, do sul e do norte, com regimes democráticos e autoritários. -

Corrupção. Um estudo sobre poder público e relações pessoais no Brasil (PDF livre)
R$ 0,00A primeira versão deste livro foi escrita no começo dos anos de 1990. Nesta ocasião, o autor destacava o caráter cíclico do surgimento dos “casos” e “escândalos” de corrupção no debate público. Transcorridos os anos, o que se constata é algo a mais, a centralidade que o tema da corrupção passou a ocupar nas agendas públicas nacionais e internacionais. Isto se expressa, por exemplo, na ampla legislação produzida sobre o tema, na criação de instituições de combate à corrupção, na difusão de programas e movimentos anticorrupção e na destituição de governos nos diferentes continentes em nome do combate à corrupção. Em suma, a corrupção ganhou o status de um problema público internacional, presente em países pobres e ricos, do sul e do norte, com regimes democráticos e autoritários. -

Crítica da razão latino-americana
R$ 80,00Usando a arqueologia e a genealogia de Foucault, Castro-Gómez examina criticamente a família de discursos que possibilitaram a criação de uma entidade chamada “América Latina”, dotada de um ethos e de uma identidade cultural que supostamente a distinguiam da racionalidade europeia moderna. Nesse sentido, o livro guarda certa semelhança com o que Edward Said propôs em seu famoso Orientalismo. Assim como o teórico palestino examina o modo com que conhecimentos como a egiptologia e a linguística produzem uma imagem colonial do Oriente, Castro-Gómez está interessado no modo como um determinado conhecimento, a filosofia, constrói uma imagem colonial da América Latina. No entanto, para o filósofo colombiano não interessa o “colonialismo externo”, isto é, a forma como os europeus representaram os habitantes das suas colônias, mas a forma como os próprios intelectuais latino-americanos representaram a vida neste continente a partir de um típico “gesto colonial”: o exotismo, especificamente a postulação da América Latina como o “outro da modernidade”.
Tradução de João Carlos Pinho Pereira
ISBN 9786587785844
1ed. Junho 2026
292p.
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Da vida em jogo. Poéticas antropológicas do Poker
R$ 60,00O entrelaçamento entre a literatura prescritiva que ensina a jogar poker, as entrevistas com jogadores e o relato das próprias experiências do autor como jogador amador (no duplo sentido) conduzem o leitor às entranhas do jogo, nem tanto ao seu universo (sua organização, suas regras), mas principalmente à experiência do poker – como deve fazer toda boa etnografia. O leitor que apostar suas fichas na leitura verá que a aposta se paga.
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daltontrevisan.com
R$ 50,00“Apesar da fama de viver isolado, Dalton nunca está, nem esteve, sozinho. O “.com” do título deste suposto “livrinho” indica não o aspecto comercial atribuído aos sítios web com tal extensão, e sim o modo como a obra daltoniana é a de um escritor comunitário, que escreve com outros, a partir de diferentes tipos de relações intertextuais. O título do livro usa, assim, o potencial do mínimo significante para alcançar a máxima significação, mimetizando o procedimento de redução do conto ao haicai praticado por Dalton. Nos cinco ensaios aqui reunidos, Jorge Wolff traz suas perspectivas da obra de Dalton com a de Paulo Leminski e com a de Manuel Bandeira, este último por meio do cinema de Joaquim Pedro de Andrade, diretor de O poeta do Castelo (1959) e de Guerra conjugal (1975). Dono de uma escrita original, atenta a detalhes fatais da linguagem e a cantos de corruíra que mudam toda a paisagem, Wolff faz assim um “livraço”, selvagem e comunitário como também o era a literatura do Vampiro de Curitiba”. Katherine Funke
ISBN 9786587785646
1ed. 2025
124p.
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Devir Negro. Uma etnografia de encontros e movimentos afro-culturais
R$ 60,00A obra é resultado de uma pesquisa etnográfica desenvolvida junto aos blocos afro da cidade de Ilhéus, Bahia. Este trabalho traz a ideia de que o que caracteriza tais movimentos é, antes, a vontade de diferir do que a de produzir identificação, apostando na efetivação de modos de vida singulares através de práticas que inventam um modo de ser negro, as quais são minuciosamente descritas. As variadas atividades de caráter político, artístico, social, educativo etc., que marcam as ações desses grupos, somente se deixam perceber em sua complexidade uma vez que se considere os seus múltiplos liames – simbólicos, afetivos e práticos – com os contextos relacionais que estão em sua origem e em seu funcionamento. Essas múltiplas linhas de conexão são tratadas neste livro através de uma abordagem que privilegia a produção da diferença e dos processos dinâmicos que atravessam tais coletivos.
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Devir Quilombola na Terra do Santo. A tessitura de um mundo composto
R$ 65,00Este livro resulta de pesquisas etnográficas realizadas em povoados do interior de Alcântara, no Maranhão, e trata da constituição do território quilombola na terra do santo, revelando um modo específico de viver e elaborar a própria história. Nele encontramos um liame com as preocupações sempre presentes nos trabalhos de Emília: a relação entre pessoas, identidades e terra, e sobre como o Estado contemporâneo lida com as formas de uso e apropriação comum da terra. São mundos nas “bordas do capitalismo e das formas ultrajantes de racismo”, na expressão de José Carlos dos Anjos. Emília trata dos modos de organização da vida, acompanha pessoas em seus movimentos entre povoados e na distante periferia paulistana, mostrando como nas situações não previstas opera a lógica das vicinalidades. As formas próprias de elaboração das transformações produzidas são expressas pela noção êmica de mundo composto – um mundo que não é consumptivo das diferenças que o compõem e é revelado em seus tempos e espaços rituais e cotidianos.
Primeira edição: 2023
220 páginas -

Dia após dia após dia. ler e escrever diários
R$ 50,00Por que se escreve um diário? Por que razão anotamos diariamente num caderno o que acontece na nossa vida? Para que manter um registro contínuo dos nossos pensamentos, das nossas dúvidas ou pequenas desgraças? Nos ensaios que compõem este livro, Felipe Charbel lê os diários de Kafka, Virginia Woolf, Peter Moen, Julio Ramón Ribeyro, Susan Sontag, Alberto Giordano e outros. Sendo ele também um escritor de diários, Charbel reflete sobre sua prática, suas motivações e a própria materialidade que rodeia esse tipo de escrita íntima: que tipo de caderno usar, qual a cor de caneta preferida, qual o melhor horário para escrever. Cada um dos capítulos nos leva a pensar o diário como campo de experimentação da escrita, um laboratório. Mas também como estratégia terapêutica: em tempos sombrios, o diário nos ajuda a aplacar a ansiedade, a enfrentar traumas ou a viver o luto. Nesses casos, a escrita dos dias pode se transformar numa necessidade física, quase um vício. O diário como registro ou como substituto da vida? Dia após dia após dia, essa é a pergunta que todo escritor de diários não se cansa de fazer.
1a edição: setembro de 2025
ISBN 978-65-87785-70-7
68p.
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Diário da Hepatite
R$ 50,00“No Diário da Hepatite o tema da hepatite está oculto, mas pode- se intuir que é um diário que Aira está escrevendo enquanto sofre a doença e tem uma crise de escri- ta: a crise do romancista que não quer mais escrever ou que diz que não quer mais escrever. O curioso é que ele faz isso escrevendo.
O Diário consiste em uma série de reflexões aparentemente des- conexas sobre diferentes temas. Um deles é esse: o da não-escrita ou da crise da escrita. Depois há outra série de temas: números proporcionais, substância e forma, entropia, a ideia do continuum e do instante… O universo de temas que a história aborda é um pouco caótico. Mas, mesmo assim, para quem conhece o trabalho do Aira, verá que eles têm uma coerência, porque são temas que se repetem em muitos de seus livros.
Diário da Hepatite é, finalmen- te, um livro sobre a própria litera- tura, uma reflexão sobre o ato da criação literária que desencadeia ideias em todos os sentidos e que alimenta nossa visão sobre o que é o ato da escrita”. – Juan Pablo VillalobosTradução de Joca Wolff
Posfácio de Juan Pablo Villalobos
ISBN 9786587785653
1ed. 2025
52p.
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Dorival Caymmi. A pedra que ronca no meio do mar
R$ 50,00Dorival Caymmi, o Buda nagô, belo, bom e ímpar, cantado por Gilberto Gil, apresenta-se em nova angulação neste livro de Vítor Queiroz. O autor também se criou na cidade de cotidiano “denso e oleoso” retratada por Jorge Amado, na “terra do branco mulato e do preto doutor” cantada por Caymmi, na “Roma negra” de Gil. Como seus antecessores ilustres, mas bem mais jovem, Vítor seguiu o itinerário deles e saiu de Salvador. Com isso, pode mirá-la sob nova perspectiva, valendo-se da interpretação apurada da vida e da obra de Caymmi. Na intersecção da antropologia com a história social, auxiliado por amplo conhecimento musical, Vítor Queiroz expõe os alicerces que sustentam a (merecida) consagração de Caymmi. Recupera a inscrição do “patriarca” da música popular nas cidades onde ele fez nome e ampliou a fama; examina sua obra com atenção ao entrelaçamento entre o silêncio e a experiência racial; focaliza as parcerias que atiçaram sua imaginação – Jorge Amado, Carybé, Verger. Esses sucessivos focos compõem uma figuração complexa de Caymmi e de sua apropriação por distintas linhagens de músicos que continuam a ecoar a sua voz. Vigorosa, a intepretação de Vítor abre uma clareira no debate das relações raciais à brasileira, ao desvelar novas conexões entre forma artística e conteúdo social.
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É o fim do mundo e eu me sinto bem. Modernismo, extrativismo e festas
R$ 65,00A partir de uma perspectiva genealógica, a chave de leitura não são obras isoladas mas uma constelação, outro Modernismo, marcado pela catástrofe ao invés da utopia; da melancolia em meio à alegria; de fim do mundo ao invés da inauguração de uma nova era; do fascínio pela lentidão de paisagens devastadas, solitárias em detrimento da velocidade e da hipersensorialidade. Este outro Modernismo é com- preendido a partir de Mário Peixoto, Cornélio Penna, Lúcio Cardoso, Oswaldo Goeldi, problematizando as tensões entre localismo e cosmopolitismo, considerados numa perspectiva comparativa entre cinema, literatura e artes visuais e que aponta, talvez surpreendentemente, na cultura midiática para um Modernismo pop.
ISBN 9786587785745
1ed. dezembro de 2025
196p.
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É o fim do mundo e eu me sinto bem. Modernismo, extrativismo e festas (Ebook)
R$ 45,00A partir de uma perspectiva genealógica, a chave de leitura não são obras isoladas mas uma constelação, outro Modernismo, marcado pela catástrofe ao invés da utopia; da melancolia em meio à alegria; de fim do mundo ao invés da inauguração de uma nova era; do fascínio pela lentidão de paisagens devastadas, solitárias em detrimento da velocidade e da hipersensorialidade. Este outro Modernismo é com- preendido a partir de Mário Peixoto, Cornélio Penna, Lúcio Cardoso, Oswaldo Goeldi, problematizando as tensões entre localismo e cosmopolitismo, considerados numa perspectiva comparativa entre cinema, literatura e artes visuais e que aponta, talvez surpreendentemente, na cultura midiática para um Modernismo pop.
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Entre a letra e a tela. Literatura, imprensa e cinema na América Latina (1896-1932)
R$ 45,00Materialmente mais resistentes que o celuloide, e socialmente mais assimilados à paisagem cultural quando do surgimento do cinema, muitos impressos da época constituem um testemunho, às vezes único, de modos de perceber, compreender e reagir perante a irrupção do novo espetáculo. Um espetáculo que, em suas três primeiras décadas de existência, passa de atração integrada a outros entretenimentos, tais como feiras e vaudevilles, a uma prática autônoma, com linguagens e propostas estéticas diversas, ainda que uma delas, a estética hollywoodiana, já tivesse se tornado hegemônica. Transcorrido esse período, o advento do som coloca outras questões, reorganizando os termos da interação entre a palavra (em sua dupla feição oral e escrita) e a tela. Os ensaios que integram este livro se detêm nesse limiar, concentrando-se no denominado período silencioso.
