• Estar entre. Ensaios de literaturas em trânsito

    Estar entre. Ensaios de literaturas em trânsito

    R$ 50,00

    ​Paloma Vidal tem bastante experiência quando se trata de “Estar entre”. Nestes seus “ensaios de literaturas em trânsito” ela não deixa dúvidas quanto a isso. Uma série de paradoxos são desdobrados nesse “estar entre”: entre línguas, culturas e países, mas, sobretudo, entre as páginas de livros. Paloma fala entre livros, mas também entre cidades: Rio de Janeiro, Buenos Aires, Paris, Los Angeles… Para Walter Benjamin existem dois tipos de aproximação da cidade: a feita pelos que lhe são nativos e a pelos de fora. Os nativos são minoria dentre os autores de descrições de cidade, justamente porque não conseguem a distância necessária para escrever sobre a sua cidade. Se nossa língua estabelece um mapa para trilharmos o mundo, estar entrelínguas (como acontece na escritura de Paloma) permite uma produtiva quebra da bússola e sua fragmentação em cacos que lançam luzes inusitadas sobre outros mundos e outros modos de estar aí.

  • Estrelas Juninas. Gênero, raça e sexualidade no São João de Belém

    Estrelas Juninas. Gênero, raça e sexualidade no São João de Belém

    R$ 60,00

    A delicada etnografia de Rafael da Silva Noleto, baseada em amplo trabalho de campo, nos leva a entender como acontecem os concursos de quadrilhas juninas em Belém, refletindo através da cultura popular sobre as formas de performatizar gênero, sexualidade, raça e classe. Nos concursos juninos, a presença aparentemente desconcertante da categoria Miss Gay dentro do espectro do feminino nas performances, revela como gays, travestis, mulheres transexuais e outras pessoas trans são classificadas como damas, assim como as mulheres cisgêneras. Gênero e sexualidade, em interação com categorias raciais e de território (periférico), articulam-se nas disputas juninas reguladas pelo Estado, revelando então parte das articulações entre cultura e política. De leitura deliciosa, Estrelas Juninas resulta de um doutorado primoroso defendido na USP.

  • eu, laminária...

    eu, laminária…

    R$ 65,00

    “O não-tempo impõe ao tempo a tirania da sua espacialidade: em todas as vidas, há um norte e um sul, e o oriente e o ocidente. No ponto mais extremo, ou, pelo menos, no cruzamento, é a enfiada das estações sobrevoadas, a luta desigual da vida e da morte, do fervor e da lucidez, talvez até mesmo a do desespero e da nova queda, a força também de olhar sempre o amanhã. Assim vai toda e qualquer vida. Assim vai este livro, entre sol e sombra, entre montanha e mangue, no crepúsculo quando não se distinguem cão e lobo, claudicando e binário.Tempo também de dar cabo de algumas fantasias e alguns fantasmas”.

    Aimé Césaire, apresentação do seu último livro de poesias, eu, laminária…

    Tradução, posfácio e notas de Lilian Pestre de Almeida

  • Êxodos, refúgios e exilios

    Êxodos, refúgios e exilios

    R$ 60,00
    ​O livro é resultado de uma pesquisa sobre a figura contemporânea do refúgio no Brasil explorada por meio dos processos de alguns nacionais colombianos. São interrogadas diferentes categorias de refúgio e seu processo de produção, assim como o substrato moral das relações tecidas entre pessoas administradas e diferentes agentes de Estado. No processo, não apenas é produzido um sujeito refugiado, mas são criadas constantemente as fronteiras externas e internas do Estado-nação. Além de focar na interpretação social dos sofrimentos que permitem separar a experiência dos sujeitos refugiados daquela de outros sujeitos migrantes, também foram examinadas as exigências narrativas, o mecanismo de produção de uma “verdade” sobre as pessoas administradas e sobre a nação que as recebe.
  • Feminismos africanos. Uma história decolonial

    Feminismos africanos. Uma história decolonial

    R$ 70,00

    Feminismos africanos. Uma história decolonial é uma coletânea de entrevistas organizadas em forma de conversas entre a politóloga e escritora senegalesa Rama Salla Dieng com cerca de vinte ativistas feministas e acadêmicas de Gana, Senegal, Camarões, Uganda, Tanzânia, Reino Unido, Tunísia, África do Sul, Etiópia, Egito e Quênia. Elas dialogam sobre a produção de conhecimentos na África, a partir de uma perspectiva decolonial, questionando as diversas práticas feministas em relação ao desenvolvimento social, político e econômico de diferentes países da África, falando também sobre filosofias, desafios globais, África e relações internacionais, horizontes de trabalho político, desejos por um mundo melhor. O livro está dividido em quatro partes: “Libertar a palavra, dizer-se”, “Amores revolucionários: desromantizar o território”, “Prazeres e sexualidades”, “Pesar e curar a cidade”.

    Tradução de Erick Araujo

    1a Ed. Novembro de 2025

    ISBN 978-65-87785-73-8

    178p.

  • Formas híbridas - Rafael Gutiérrez

    Formas híbridas – Rafael Gutiérrez

    R$ 30,00

    Este ensaio procura se aproximar de obras narrativas contemporâneas difíceis de circunscrever em definições fechadas de gênero, forçando a criação de categorias alternativas como romance-ensaio, autoficções ou formas híbridas. Livros que parecem querer sair de seus próprios limites tensionando as margens da literatura.

  • Glossário de Derrida - Supervisão de Silviano Santiago

    Glossário de Derrida – Supervisão de Silviano Santiago

    R$ 50,00

    Produzido faz já quatro décadas, publicado inicialmente em 1976, e apenas poucos anos antes de que o nome de Jacques Derrida começasse a reconfigurar a cena internacional da crítica e da filosofia, este Glossário reúne um conjunto de verbetes sobre os principais conceitos do pensamento derridiano. Cada verbete remete a outro mediante um tecido que rompe com a intenção de fixar um significado, evitando a possibilidade de um fechamento conceitual. O feito de que este pioneiro trabalho se sustente por meio dos primeiros seis textos de Derrida, publicados em 1967 (Gramatologia, Escritura e diferença, A voz e o fenômeno) e em 1972 (Disseminação, Margens da filosofia, Posições) é o que outorga força a este Glossário, que os reuniu e apresentou de maneira desconstrutiva, ao mesmo tempo em que contribuiu para sua disseminação de maneira impensável.

    Supervisão de Silviano Santiago
    Com novo prefácio e posfácio
    Desenhos de Lena Bergstein
  • Governo de mortes. Uma etnografia da gestão de populações de favelas no Rio de Janeiro

    Governo de mortes. Uma etnografia da gestão de populações de favelas no Rio de Janeiro

    R$ 60,00

    Governo de Mortes apresenta uma densa e cuidadosa investigação das engrenagens da atuação cotidiana de esferas de Estado que administram as mortes de moradores de favelas do Rio de Janeiro. Elaborado em doses equilibradas de argúcia e empatia, este livro fornece ao leitor as denúncias dos familiares, coletivos e organizações que sustentam suas lutas e, também, a contraface governamental. Registros oficiais, declarações públicas e encontros entre familiares e agentes públicos constituem o material empírico que dá base às análises sobre as configurações entre estado-margens, no melhor estilo das teorias sociais contemporâneas. Os bastidores sombrios da violência policial travestida em “autos de resistência” são revelados na crueza dos intricamentos burocráticos e interpretados com o rigor e a elegância das novas contribuições dos estudos etnográficos de documentos.

  • Homens autores de violência doméstica. Gênero, governo e Estado

    Homens autores de violência doméstica. Gênero, governo e Estado

    R$ 65,00

    “Numa rica e criativa etnografia, premiada no concurso CAPES de melhor tese de doutorado na área de Antropologia e Arqueologia no ano de 2017, Paulo Victor Leite Lopes nos apresenta a um tema consagrado nas Ciências Sociais e na Antropologia: o Estado e suas ações. Leite Lopes nos (re)apresenta ao fenômeno estatal em sua peculiaridade (e precariedade) histórica no Brasil, abordando a relação entre “poder”, “direito” (a “linguagem” estatal por excelência) e “verdade” pela via das práticas e de suas formas de institucionalização. Parte, para isso, das interações concretas, das formas de expressão de ideias, sentimentos e situações intercambiadas entre técnicos e homens autores de violência doméstica num serviço da administração pública, bem como da análise das “materialidades”, especialmente dos documentos aqui tratados como artefatos. Sem ceder a uma “absolutização (hiper)fenomenológica” em voga na atualidade no país, e sim com os pés fortemente fincados na teoria e na produção nacional e internacional, inclusive sobre a violência de gênero, o autor mostra no plano cotidiano os processos micropolíticos que (se) fazem Estado, produzindo assimetrias, hierarquias e variadas formas de perpetuação da desigualdade, assim como seus agentes, sujeitos, instituições, locações sociais, tessitura mesmo das realidades macroestruturais postas em questão pela disciplina”. Antonio Carlos de Souza Lima

    ISBN 978-65-87785-23-3

    368p.

    Brochura

  • Lá fora cresce um mundo

    Lá fora cresce um mundo

    R$ 45,00
    O ano é 1840. O lugar é o Vale do rio Cauca, na região sul-ocidental da Colômbia. Vários quilombolas e libertos uniram-se ao exército dos rebeldes esperando apoio para sua causa: a abolição da escravidão. Nay da Gâmbia, escravizada que administra a horta de uma das fazendas de Ibrahim Sahal, acredita que a verdadeira liberdade não se consegue por meio da lei. Para ela, o único caminho é o retorno ao seu país de origem. Junto a seu filho, Sundiata, começará um longo e difícil percurso à procura desse sonho. Neste romance, vencedor do Prêmio Casa das Américas 2015, a colombiana Adelaida Fernández Ochoa nos oferece outra visão da história da luta pela liberdade através da voz e do olhar daqueles que foram escravizados.
  • Liberdade como quilombagem

    Liberdade como quilombagem

    R$ 80,00

    “Situando-se na história da condição existencial da afro-modernidade – história de escravidão, revolta, quilombagem –, Roberts nos libera um terreno conceitual bem empolgante, inexplorado, até então, pelas euronarrativas hegemônicas. Ao fazer isso, ele deixa irrefutavelmente nítido o quanto da teoria política ocidental foi construído no silenciamento das vozes de resistência de todos os Outros raciais que o Ocidente tentou subordinar”. Charles W. Mills

    “Liberdade como quilombagem não é uma exegese esclarecedora sobre a agência dos escravos para criar espaços livres para viver, mas uma reflexão absolutamente brilhante sobre o significado fundamental da liberdade no mundo moderno. Teóricos políticos, historiadores, filósofos e críticos culturais, prestem atenção: Roberts é um pensador a ser levado em conta”. Robin D. G. Kelley

    Tradução e apresentação de Victor Galdino

    Imagem de capa de François Muleka

    Primeira edição: agosto de 2025

    328p.

    ISBN 978-65-87785-69-1

  • Livros pequenos

    Livros pequenos

    R$ 60,00

    “Livros pequenos, de Tamara Kamenszain, narra a historia entre esta grande poeta e ensaísta argentina e uma série de livros que teve entre suas mãos e que não consegue esquecer. Tamara nos oferece um percurso fragmentário e até acidentado com múltiplos desvios. Estruturado em duas partes e um anexo, ela nos passeia entre leituras de poesia e crítica, entre trabalhos de leitora ou docente e até nos conta os livros que compartilha com seus pequenos netos. O “pequeno” ao longo do livro se transforma em um conceito que confronta as ambições dos vates literários e a falsa erudição de salão literário e faz do menor, do deslocamento, da distração e até do humor o centro de uma ética de leitura”. (Mario Camara)

  • Mediações arquitetônicas. Redes profissionais e práticas estatais no Rio de Janeiro

    Mediações arquitetônicas. Redes profissionais e práticas estatais no Rio de Janeiro

    R$ 65,00

    A cidade do Rio de Janeiro foi inúmeras vezes palco, plateia e bastidor de intervenções urbanísticas. Da reforma Pereira Passos às operações atreladas aos megaeventos esportivos, os saberes da arquitetura têm sido sistematicamente acionados para legitimar obras “promotoras do bem-comum” e engendrar processos de categorização social, valorização imobiliária e disciplinamento de espaços e habitantes. A proposta deste livro é compreender as tramas sociais que sustentam tais iniciativas e as imagens e narrativas de progresso e modernidade produzidas pelo campo arquitetônico e pelas práticas estatais. A partir do diálogo entre referenciais da antropologia, sociologia, arquitetura, urbanismo, história, geografia e comunicação social, autores e autoras analisam as mediações profissionais, os interesses particulares e as controvérsias movimentadas em diferentes projetos financiados com recursos públicos.

  • Mediações arquitetônicas. Redes profissionais e práticas estatais no Rio de Janeiro (E-book)

    Mediações arquitetônicas. Redes profissionais e práticas estatais no Rio de Janeiro (E-book)

    R$ 35,00

    A cidade do Rio de Janeiro foi inúmeras vezes palco, plateia e bastidor de intervenções urbanísticas. Da reforma Pereira Passos às operações atreladas aos megaeventos esportivos, os saberes da arquitetura têm sido sistematicamente acionados para legitimar obras “promotoras do bem-comum” e engendrar processos de categorização social, valorização imobiliária e disciplinamento de espaços e habitantes. A proposta deste livro é compreender as tramas sociais que sustentam tais iniciativas e as imagens e narrativas de progresso e modernidade produzidas pelo campo arquitetônico e pelas práticas estatais. A partir do diálogo entre referenciais da antropologia, sociologia, arquitetura, urbanismo, história, geografia e comunicação social, autores e autoras analisam as mediações profissionais, os interesses particulares e as controvérsias movimentadas em diferentes projetos financiados com recursos públicos.

    Quando você comprar a versão E-book do livro, receberá um arquivo em formato Epub diretamente no e-mail cadastrado no nosso sistema.

  • Meninas más, mulheres nuas. As máquinas literárias de Adelaide Carraro e Cassandra Rios

    Meninas más, mulheres nuas. As máquinas literárias de Adelaide Carraro e Cassandra Rios

    R$ 45,00

    Este trabalho analisa as obras de Adelaide Carraro (1925-1992) e Cassandra Rios (1932-2002), comumente referidas como “as maiores pornógrafas da literatura brasileira”, epíteto que evoca uma glória ambígua: a de serem campeãs de vendagem, sobretudo nas décadas de 1960 e 1970, e também recordistas em títulos censurados durante a última ditadura. Procura mostrar como suas bibliografias, identificadas entre si na “paixão pelo visível” da tradição naturalista e na forte presença de conteúdo sexual, configuram, não obstante, projetos distintos e em boa medida opostos. Projetos estes que mantém considerável coerência interna, ao longo de anos de produção contínua, combinando transgressão e conservadorismo de modo desafiador à interpretação.

    Para adquirir seu exemplar por demanda com a UmLivro clique aqui.

  • Momentos Kodak

    Momentos Kodak

    R$ 50,00

    “Já no título, estes Momentos Kodak revelam o intuito de capturar o efêmero, o fugaz, dando-lhe uma forma definida. Exercício que pode parecer simples, mas exige uma sensibilidade aberta, alerta, e a delicadeza de quem segura uma borboleta nas pontas dos dedos, sem feri-la nem deixá-la escapar. Nestes Momentos, logo se verá, a prosa se aproxima da concisão da poesia, e o pouco que é narrado convida a leitora e o leitor a preencher lacunas e seguir pistas com sua imaginação: os treze exercícios são, assim, nítidos convites à coautoria. São textos, quase todos, de 4-5 linhas de extensão – fugindo ao padrão, um deles se estende por oito, enquanto outro se limita a duas, aproximando-se ainda mais da brevidade do haiku. As seis mulheres e os seis homens que protagonizam os relatos não reaparecem nem se encontram uns com os outros, com a só exceção de Laura e Martin, que vemos sozinhos e também juntos, numa cinematográfica cena de romance no metrô. Feiticeiro do romance e também do conto, Machado de Assis dizia que “há sempre uma qualidade nos contos que os torna superiores aos grandes romances, se uns e outros são medíocres: é serem curtos”. Longe de medíocres, os minicontos tingidos de suave melancolia nos quais Rafael Gutiérrez nos convida a mergulhar possuem, claro, a virtude da síntese, mas também a beleza de pedras brutas e preciosas esculpidas por um artesão exigente”.
    – Pedro Amaral

    Texto de Rafael Gutiérrez

    Imagens de José Miguel Nieto

    Tradução de Davis Diniz

    ISBN 9786587785493

    1ed. 2025

    64p.