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R$ 50,00
O jogo da dominação
Durante um passeio ao supermercado em uma grande cidade, depois de serem barradas na rua pela polícia, uma mãe desiludida, sua filha idealista e a caçula curiosa discutem entre si sobre a exclusão invisível da sociedade e desvendam o “jogo” para combater o medo e resistir-se à injustiça, com astucia, alegria… e sorvetes!
A perturbação
Um homem, perturbado pelo que sabe de um político e torturado por uma terrível ânsia de vômito, solicita um tratamento emergencial no dia das eleições presidenciais do Brasil a dois psicanalistas estrangeiros, célebres por empregar técnicas de choque emocional e controvertidos métodos de drama-terapia, enquanto na rua vão crescendo os gritos das manifestações políticas.
Prefácios de Theotonio de Paiva, Carolina Virgüez e Rodrigo Labriola
Brochura
196 páginas
1a Edição: dezembro de 2023
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R$ 50,00
Este livro reúne artigos sobre a vida econômica dos pobres urbanos, visando compreender como eles vivem e sobrevivem nas cidades brasileiras. Luiz Antonio Machado da Silva acompanha sua circulação entre trabalho formal, informalidade e seus diversos mercados, sempre atento às escolhas situadas que realizam, às estratégias que desenvolvem e aos arranjos que articulam para seguir vivendo. Analisando com sensibilidade etnográfica e sofisticação teórica ímpares como essas dimensões se imbricam no “mundo da vida”, Machado ilumina processos e antecipa questões centrais para quem se interessa pela relação entre mundo popular e acumulação urbana. Em suas palavras, este livro trata de “como a exploração é enfrentada no dia a dia pelas camadas populares e como daí deriva o modo de integração urbana”. Em tempos de crise da sociedade salarial e desinstitucionalização do trabalho, sua leitura é imprescindível.
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R$ 70,00
Em O romance do fracasso, o autor faz um estudo comparado de romances contemporâneos do Brasil, Cuba, Venezuela e Haiti escritos em português, espanhol e francês. A partir dos anos de 1990, emerge um novo tipo de realismo literário que ficcionaliza as mais diversas crises nacionais e os sujeitos marginalizados e hegemônicos da realidade violenta, desigual e excludente latino-americana. Do Caribe à Sul américa, da Revolução Haitiana ao Chavismo, da Revolução Cubana ao fim da Ditadura Militar no Brasil, essas narrativas sem aparente a priori ideológico deixam para os leitores, também cidadãos, a urgente tarefa, em última instância, de avaliar a história e o estado da nação na atual época dos bicentenários de independência. Elas são, nesse sentido, manifestações literárias que oscilam entre o escrutínio das promessas do passado e a indignação com o presente, entre o apelo democratizante e o desejo por uma nova hegemonia cultural e política. A partir de uma metodologia comparatista e interdisciplinar, o autor mostra como o romance do fracasso, entendido como uma literatura artisticamente realizada e socialmente frustrante, visa, sob o risco de fracassar como romance, os horizontes latentes de transformação.
1a Edição: dezembro 2025
ISBN 978-65-87785-67-7
264p.
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R$ 50,00
Em O romance do fracasso, o autor faz um estudo comparado de romances contemporâneos do Brasil, Cuba, Venezuela e Haiti escritos em português, espanhol e francês. A partir dos anos de 1990, emerge um novo tipo de realismo literário que ficcionaliza as mais diversas crises nacionais e os sujeitos marginalizados e hegemônicos da realidade violenta, desigual e excludente latino-americana. Do Caribe à Sul américa, da Revolução Haitiana ao Chavismo, da Revolução Cubana ao fim da Ditadura Militar no Brasil, essas narrativas sem aparente a priori ideológico deixam para os leitores, também cidadãos, a urgente tarefa, em última instância, de avaliar a história e o estado da nação na atual época dos bicentenários de independência. Elas são, nesse sentido, manifestações literárias que oscilam entre o escrutínio das promessas do passado e a indignação com o presente, entre o apelo democratizante e o desejo por uma nova hegemonia cultural e política. A partir de uma metodologia comparatista e interdisciplinar, o autor mostra como o romance do fracasso, entendido como uma literatura artisticamente realizada e socialmente frustrante, visa, sob o risco de fracassar como romance, os horizontes latentes de transformação.
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R$ 45,00
A autora investiga o modo como sambistas da Ilha do Massangano – situada no Vale Submédio do rio São Francisco entre as cidades de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) – relacionam os usos de seu corpo à uma elaboração própria do que é ser pessoa. Estes sambistas estabelecem uma forte relação entre o controle dos fluxos (chamados de força ou de fogo) que passam através de seus corpos e a noção de existência. O ‘fogo’ seria tanto efeito da produção do som – que nada mais é do que o resultado do encontro entre os corpos – juntamente ao seu sapateado frenético, quanto do uso de bebidas alcoólicas. A noção de equilíbrio, de controle dos fluxos e dos corpos, é, na Ilha, fundamental para que se mantenha o mínimo de organização nos estados de existência, para que a vida possa seguir sendo vivida.
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R$ 0,00
A autora investiga o modo como sambistas da Ilha do Massangano – situada no Vale Submédio do rio São Francisco entre as cidades de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) – relacionam os usos de seu corpo à uma elaboração própria do que é ser pessoa. Estes sambistas estabelecem uma forte relação entre o controle dos fluxos (chamados de força ou de fogo) que passam através de seus corpos e a noção de existência. O ‘fogo’ seria tanto efeito da produção do som – que nada mais é do que o resultado do encontro entre os corpos – juntamente ao seu sapateado frenético, quanto do uso de bebidas alcoólicas. A noção de equilíbrio, de controle dos fluxos e dos corpos, é, na Ilha, fundamental para que se mantenha o mínimo de organização nos estados de existência, para que a vida possa seguir sendo vivida.
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R$ 50,00
Associamos o gênero “literatura de viagens” a grandes movimentações pelo globo, cenas exóticas, distâncias impressionantes. Aqui, vemos uma torção peculiar do gênero: motivado pela leitura de um breve texto de Georges Perec, o escritor argentino Elvio E. Gandolfo escreve sobre as viagens de ônibus que, durante anos, realizou entre Rosário e Buenos Aires. Mesclando o tom de um relato de viagens com o de anotações em diário íntimo, Gandolfo transforma o travelogue em uma exploração meticulosa e delicada das alterações na percepção das paisagens, das estradas, dos encontros e das histórias que transcorrem durante os mais comuns trajetos, nos quais os desvios e recomeços que o texto narra são também constitutivos do modo como, aqui, se narra. Nesse processo, o ordinário se transmuta, revelando uma fisionomia com traços novos e mostrando – ao mesmo tempo para o narrador e para o leitor – que em toda viagem há também um percurso em um “mundo privado”, que a produção recente do autor tem buscado revelar e explorar.
Tradução: Davidson Diniz
Primeira edição: 2019
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R$ 65,00
O Nós que emerge de nosso encontro, o Nós da superação da raça e de sua abolição, o Nós de uma nova identidade política que devemos inventar coletivamente, o Nós da maioria e da maioridade decolonial. O Nós da diversidade de nossas crenças, de nossas convicções e de nossas identidades, cuja complementaridade e irredutibilidade é afirmada por esse Nós. O Nós da paz que nós fizemos por merecer, já que pagamos o preço mais alto. O Nós de uma política do amor, que não será jamais uma política do coração. Já que para a realização desse amor não há nenhuma necessidade de se amar ou de se apiedar. É suficiente se reconhecer e incarnar “o preciso momento antes do ódio”, para afastá-lo da maneira que for possível e, com a energia do desespero, evitar o pior. Tal será o Nós do amor revolucionário.
Tradução
Erick Araujo e Vladimir Moreira Lima
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R$ 80,00
“Neste livro, Dibe Ayoub apresenta a complexidade de um dos maiores conflitos fundiários do Paraná: as disputas territoriais entre os moradores das matas do município de Pinhão, povos de faxinais, e as Indústrias João José Zattar. A antropóloga “peregrina”, como a chamou D. Margarida, o faz principalmente a partir da perspectiva das mulheres, suas interlocutoras, anfitriãs, companheiras de percurso, amigas. Com elas, trilha os caminhos marcados pelas memórias das violências perpetradas pelos guardas da empresa, jagunços e pistoleiros, ao longo de décadas. E que se desdobram em conflitos também vinculados à luta pela terra, que trazem situações de brigas de famílias, esperas, vinganças. Junto a isso, destaca a força da vida no território, do jeito local, das solidariedades coletivas e dos projetos e ações dos movimentos sociais, que dão sentido aos inúmeros processos de organização e resistência das gentes de Pinhão”. Liliana Porto
ISBN 978-65-87785-85-1
1ed. junho 2026
464p.
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R$ 60,00
Os novos sentidos da paternidade são apresentados de maneira fascinante neste livro, que revela como as alterações na legislação brasileira e as novas técnicas de investigação, a partir do exame de DNA, dão significados inusitados à prática da busca de reconhecimento legal do pai biológico. Relatos comoventes de filhos que procuram esse reconhecimento desvelam os diferentes valores atribuídos à paternidade, à conjugalidade, à vida familiar, à adoção, ao cuidado e ao amor. Vemos assim como as mudanças legais e tecnológicas reverberam no modo como esses sujeitos concebem suas relações atuais e refazem suas interpretações sobre o passado e os dramas vividos na infância.
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R$ 65,00
A proposta deste livro parte de um acordo sobre os ganhos advindos da “virada material” na Antropologia, mas pretende reconsiderar o veredito da representação como algo “superado”. Não se trata de um “resgate” e de uma “reação” em nome da representação. Não propomos nenhum retorno. Não ignoramos a potência das críticas à noção de representação; pelo contrário, partimos do acúmulo delas para fazer provocações capazes de explorar tensões e abrir espaço para algumas discussões que o status atribuído à noção de representação em alguns circuitos – como “superada” – pode ter eclipsado. O que ensejamos é problematizar a oposição entre representação e presença mantendo a prioridade estabelecida pela última. Em outros termos, interessa-nos apontar que a representação pode ser mantida como uma categoria pertinente de maneira articulada aos temas que a “virada material” busca privilegiar.
O campo de estudos da religião, ilustrado pelos resultados de pesquisas que são apresentados nos dez capítulos deste livro, constitui uma área profícua para debates dessa natureza. Em meio à diversidade de tradições religiosas, constatamos uma rica elaboração de práticas e cosmologias, com destaque para aquelas que envolvem o corpo e a produção e disseminação de imagens em vários suportes físicos.
O título deste livro sugere que dimensões que outras perspectivas opõem podem ser conjugadas, em modo semelhante ao que fazemos quando não separamos representação e presença. O que está em jogo é investirmos na relação entre representação e materialidade apostando tanto nas práticas como caminho metodológico para análise da produção dos fatos, como também o papel que os referentes religiosos estabelecidos desempenham ao orientá-las.
1a. Edição: 2024
284p.
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R$ 65,00
Ao examinar a fuga e a evasão como práticas de criação e transformação, Dènétem Touam Bona reconstrói o marronage (quilombagem) como conceito, considerando-o não apenas como uma estratégia de evasão, mas também como um ato contínuo de transformação e reconfiguração das relações de força e poder. Em um contexto como o do Brasil, onde a história da resistência negra é profundamente marcada pela fuga (notadamente pela singularidade dos quilombos), a tradução desta obra para o português constitui um gesto filosófico crucial. Na verdade, ela permitiria uma interação direta com os debates sobre raça e resistência, oferecendo uma perspectiva que vai além da celebração de identidades fixas e insiste na criação de novas possibilidades de existência por meio da fuga.
Tradução de Diego Gondim e Victor Galdino
1a Ed. Novembro 2025
ISBN 978-65-87785-76-9
104p.
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R$ 60,00
Em 1929, depois de algumas tentativas de suicídio, Robert Walser foi levado ao hospício de Waldau pela irmã que o adorava. Em 1933, foi transferido a contragosto para o hospício de Herisau e parou de escrever. Em 1936, o editor e filantropo Carl Seelig, grande admirador da obra de Walser, foi autorizado a visitá-lo regularmente e a acompanhá-lo em passeios pelo campo e pelas montanhas. Durante 20 anos, os dois se encontraram para longas caminhadas pelas paisagens suíças. Esses encontros, em que conversavam sobre a literatura, a amizade, a natureza, estão registrados neste belo Passeios com Robert Walser. (Bernardo Carvalho)
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R$ 60,00
Quando Stella chegou em nossa comunidade, ninguém entendia muito bem o que uma antropóloga fazia. Ela primeiro propôs vir morar na nossa casa, o que era muito estranho, depois ela caminhava para toda parte, entrava em todo lugar e perguntava sem parar as coisas da gente. De um momento a outro ela começou a fazer parte do nosso cotidiano, se tornou conhecedora dos nossos caminhos na mata e das casinhas mais recônditas, e, convivendo intensamente conosco, Stella ganhou nossa confiança até se tornar da família, baseado em um princípio que praticamos: “por aqui todo mundo é parente, mas nem todo mundo é da família, pois para ser da família não precisa ser parente”. Virar da família é virar parceira, é isso que Stella é para nós. A parceria com o meio acadêmico trouxe para o nosso território um novo olhar, um estranhamento que ajudou a nos compreendermos desde outra dimensão, dando visibilidade às coisas que sempre estiveram aí e nem sempre tínhamos percebido.
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R$ 35,00
A partir da análise de algumas narrativas latino-americanas contemporâneas Luciene Azevedo pensa o lugar da ficção no presente. Em meio a um cenário no qual proliferam “fatos alternativos” e fake news, alguns livros, que fazem um uso intensivo de recursos documentais e autobiográficos, sinalizam ao mesmo tempo as fendas por onde se infiltra a ficção: : na dúvida ou na insuficiência do que está registrado, do que se anota sobre si mesmo ou sobre um outro.
1a. Edição: 2024
ISBN 978-65-87785-46-2
Edição Grampo
76p.
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R$ 30,00
Realizado em parceria com o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas, o livro Pensar com método reune contribuições de disciplinas como a antropologia, a ciência política, a demografia, a sociologia e a história, nas quais os autores nos oferecem estimulantes ensaios metodológicos. Trata-se de uma coletânea para todos os públicos, não apenas cientistas sociais. Percorrendo vários temas, mas não se circunscrevendo a análises temáticas, os textos apresentados visam ajudar alunos, pesquisadores e professores a lidar com as complexidades do trabalho de quem procura entender e explicar os mundos sociais contemporâneos.