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R$ 65,00
O Nós que emerge de nosso encontro, o Nós da superação da raça e de sua abolição, o Nós de uma nova identidade política que devemos inventar coletivamente, o Nós da maioria e da maioridade decolonial. O Nós da diversidade de nossas crenças, de nossas convicções e de nossas identidades, cuja complementaridade e irredutibilidade é afirmada por esse Nós. O Nós da paz que nós fizemos por merecer, já que pagamos o preço mais alto. O Nós de uma política do amor, que não será jamais uma política do coração. Já que para a realização desse amor não há nenhuma necessidade de se amar ou de se apiedar. É suficiente se reconhecer e incarnar “o preciso momento antes do ódio”, para afastá-lo da maneira que for possível e, com a energia do desespero, evitar o pior. Tal será o Nós do amor revolucionário.
Tradução
Erick Araujo e Vladimir Moreira Lima
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R$ 60,00
Os novos sentidos da paternidade são apresentados de maneira fascinante neste livro, que revela como as alterações na legislação brasileira e as novas técnicas de investigação, a partir do exame de DNA, dão significados inusitados à prática da busca de reconhecimento legal do pai biológico. Relatos comoventes de filhos que procuram esse reconhecimento desvelam os diferentes valores atribuídos à paternidade, à conjugalidade, à vida familiar, à adoção, ao cuidado e ao amor. Vemos assim como as mudanças legais e tecnológicas reverberam no modo como esses sujeitos concebem suas relações atuais e refazem suas interpretações sobre o passado e os dramas vividos na infância.
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R$ 65,00
A proposta deste livro parte de um acordo sobre os ganhos advindos da “virada material” na Antropologia, mas pretende reconsiderar o veredito da representação como algo “superado”. Não se trata de um “resgate” e de uma “reação” em nome da representação. Não propomos nenhum retorno. Não ignoramos a potência das críticas à noção de representação; pelo contrário, partimos do acúmulo delas para fazer provocações capazes de explorar tensões e abrir espaço para algumas discussões que o status atribuído à noção de representação em alguns circuitos – como “superada” – pode ter eclipsado. O que ensejamos é problematizar a oposição entre representação e presença mantendo a prioridade estabelecida pela última. Em outros termos, interessa-nos apontar que a representação pode ser mantida como uma categoria pertinente de maneira articulada aos temas que a “virada material” busca privilegiar.
O campo de estudos da religião, ilustrado pelos resultados de pesquisas que são apresentados nos dez capítulos deste livro, constitui uma área profícua para debates dessa natureza. Em meio à diversidade de tradições religiosas, constatamos uma rica elaboração de práticas e cosmologias, com destaque para aquelas que envolvem o corpo e a produção e disseminação de imagens em vários suportes físicos.
O título deste livro sugere que dimensões que outras perspectivas opõem podem ser conjugadas, em modo semelhante ao que fazemos quando não separamos representação e presença. O que está em jogo é investirmos na relação entre representação e materialidade apostando tanto nas práticas como caminho metodológico para análise da produção dos fatos, como também o papel que os referentes religiosos estabelecidos desempenham ao orientá-las.
1a. Edição: 2024
284p.
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R$ 65,00
Ao examinar a fuga e a evasão como práticas de criação e transformação, Dènétem Touam Bona reconstrói o marronage (quilombagem) como conceito, considerando-o não apenas como uma estratégia de evasão, mas também como um ato contínuo de transformação e reconfiguração das relações de força e poder. Em um contexto como o do Brasil, onde a história da resistência negra é profundamente marcada pela fuga (notadamente pela singularidade dos quilombos), a tradução desta obra para o português constitui um gesto filosófico crucial. Na verdade, ela permitiria uma interação direta com os debates sobre raça e resistência, oferecendo uma perspectiva que vai além da celebração de identidades fixas e insiste na criação de novas possibilidades de existência por meio da fuga.
Tradução de Diego Gondim e Victor Galdino
1a Ed. Novembro 2025
ISBN 978-65-87785-76-9
104p.
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R$ 60,00
Em 1929, depois de algumas tentativas de suicídio, Robert Walser foi levado ao hospício de Waldau pela irmã que o adorava. Em 1933, foi transferido a contragosto para o hospício de Herisau e parou de escrever. Em 1936, o editor e filantropo Carl Seelig, grande admirador da obra de Walser, foi autorizado a visitá-lo regularmente e a acompanhá-lo em passeios pelo campo e pelas montanhas. Durante 20 anos, os dois se encontraram para longas caminhadas pelas paisagens suíças. Esses encontros, em que conversavam sobre a literatura, a amizade, a natureza, estão registrados neste belo Passeios com Robert Walser. (Bernardo Carvalho)
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R$ 60,00
Quando Stella chegou em nossa comunidade, ninguém entendia muito bem o que uma antropóloga fazia. Ela primeiro propôs vir morar na nossa casa, o que era muito estranho, depois ela caminhava para toda parte, entrava em todo lugar e perguntava sem parar as coisas da gente. De um momento a outro ela começou a fazer parte do nosso cotidiano, se tornou conhecedora dos nossos caminhos na mata e das casinhas mais recônditas, e, convivendo intensamente conosco, Stella ganhou nossa confiança até se tornar da família, baseado em um princípio que praticamos: “por aqui todo mundo é parente, mas nem todo mundo é da família, pois para ser da família não precisa ser parente”. Virar da família é virar parceira, é isso que Stella é para nós. A parceria com o meio acadêmico trouxe para o nosso território um novo olhar, um estranhamento que ajudou a nos compreendermos desde outra dimensão, dando visibilidade às coisas que sempre estiveram aí e nem sempre tínhamos percebido.
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R$ 35,00
A partir da análise de algumas narrativas latino-americanas contemporâneas Luciene Azevedo pensa o lugar da ficção no presente. Em meio a um cenário no qual proliferam “fatos alternativos” e fake news, alguns livros, que fazem um uso intensivo de recursos documentais e autobiográficos, sinalizam ao mesmo tempo as fendas por onde se infiltra a ficção: : na dúvida ou na insuficiência do que está registrado, do que se anota sobre si mesmo ou sobre um outro.
1a. Edição: 2024
ISBN 978-65-87785-46-2
Edição Grampo
76p.
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R$ 30,00
Realizado em parceria com o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas, o livro Pensar com método reune contribuições de disciplinas como a antropologia, a ciência política, a demografia, a sociologia e a história, nas quais os autores nos oferecem estimulantes ensaios metodológicos. Trata-se de uma coletânea para todos os públicos, não apenas cientistas sociais. Percorrendo vários temas, mas não se circunscrevendo a análises temáticas, os textos apresentados visam ajudar alunos, pesquisadores e professores a lidar com as complexidades do trabalho de quem procura entender e explicar os mundos sociais contemporâneos.
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R$ 40,00
Roberto Videla narra, em Perla, o encontro entre uma mãe e seu filho. Generoso e delicado, atento aos detalhes da intimidade, seu relato consegue capturar diversos matizes da relação filial e, ao mesmo tempo, esboçar um retrato do passar da vida numa cidade do interior da Argentina. Narrativa de desafios sutis, disfarça em sua simplicidade um convite para observar, como disse uma vez Barthes, “a família sem o familialismo”.
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R$ 70,00
Pigmentos foi publicado originalmente em 1937. Nevralgies em 1966. Nesta edição as leitoras e os leitores poderão ter os dois livros juntos, em edição bilíngue, seguido de um rico posfácio crítico. Sobre Damas, seu aluno, o poeta da Guadalupe, Daniel Maximin escreve:
“Assim a sua ação se fará até à sua morte através de muitas atividades disparatadas que cumprirá com um misto de ardor, de diletantismo, de distância e de paixão, sempre impulsionado pelo fervor em recolher sem descanso as palavras de beleza e de revolta de todo o mundo negro, dessas culturas da África e da América na ânsia de abraçá-las a todas, defendê-las e difundi-las, de Paris a Dakar, de Harlem ao Rio, de Fort-de-France a Caiena”. Trecho de “Léon-Gontran Damas, fogo sombrio sempre…”
Quanto à palavra Negritude propriamente dita, Senghor atribui explicitamente a invenção a Césaire, enquanto este afirma que o conceito foi fruto de uma criação coletiva. Ambos, no entanto, reconhecem a sua primeira e plena realização no volume de Pigmentos, de Damas, publicado em 1937.
Do posfácio de Lilian Pestre de Almeida
Tradução de Lilian Pestre de Almeida
Notas, cronologia, posfácio e bibliografia:
Lilian Pestre de Almeida em colaboração com Antonella Emina
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R$ 80,00
“Meu entusiasmo por este livro corajoso e arrebatador é incondicional, e aprendi algo em cada página. Politica da Devoção irá reorientar a maneira como os teóricos culturais encaram a prática religiosa e entendem a agência moral. Será de grande interesse não apenas para antropólogos de várias tendências, mas também para estudiosos do Oriente Médio, filósofos morais, estudiosos da religião e leitores leigos, bem como para teóricos da corporificação em todas as disciplinas”. Judith Butler
“Este brilhante estudo sobre as mulheres no movimento contemporâneo das mesquitas no Egito é um desafio provocativo para as feministas seculares e uma prova daquilo que a antropologia ainda pode oferecer à teoria social crítica por meio de sua insistência em ouvir seriamente outros mundos. Nenhuma teórica feminista ou antropóloga da modernidade será capaz de pensar da mesma forma sobre liberalismo, agência ou religião depois de ler este livro. Espero que a análise incisiva de Mahmood sobre o movimento islâmico também finalmente ponha fim às banalidades que atualmente se disfarçam de conhecimento sobre esse movimento social significativo”. Lila Abu-Lughod
Tradução e apresentação de Bruno Reinhardt
Primeira edição: agosto de 2025
384p.
ISBN 978-65-87785-68-4
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R$ 70,00
Por uma história feminista da literatura brasileira é o resultado de um projeto coletivo, crítico e de intervenção. A empreitada de dois volumes se propõe a pôr em xeque as categorias presentes no título do livro ao repensar história, literatura e nação a partir de “uma história”, sem maiúscula. As releituras que se encontram nos múltiplos ensaios, que dão uma forma aberta, movente e não homogênea ao projeto de vozes autorais diversas, são pautadas por um desejo político feminista de problematizar conceitos estabilizados nos estudos de literatura brasileira. O Volume I, “Começos, recomeços, descompassos”, revisita fundações, arquivos e cânones para desorganizá-los, buscando lacunas e resistências, e o Volume II, “Impasses, contatos, aberturas”, procura interrogar a noção de gênero, dentro e fora da literatura, para trabalhar outros saberes, vozes e estéticas.
Organizadoras
Beatriz Jevoux, Dri Azevedo, Eduarda Rocha, Glaucia Moreira Secco, Jucilene Nogueira, Júlia Braga Neves, Luciana di Leone, Mabel Boechat Telles Manuella Lopes Villas, Marcela Filizola, Mariana Patrício Fernandes Orquídea Garcia e Tássia da Silva Freitas
Brochura
496p.
ISBN 978-65-87785-53-0
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R$ 70,00
Por uma história feminista da literatura brasileira é o resultado de um projeto coletivo, crítico e de intervenção. A empreitada de dois volumes se propõe a pôr em xeque as categorias presentes no título do livro ao repensar história, literatura e nação a partir de “uma história”, sem maiúscula. As releituras que se encontram nos múltiplos ensaios, que dão uma forma aberta, movente e não homogênea ao projeto de vozes autorais diversas, são pautadas por um desejo político feminista de problematizar conceitos estabilizados nos estudos de literatura brasileira. O Volume I, “Começos, recomeços, descompassos”, revisita fundações, arquivos e cânones para desorganizá-los, buscando lacunas e resistências, e o Volume II, “Impasses, contatos, aberturas”, procura interrogar a noção de gênero, dentro e fora da literatura, para trabalhar outros saberes, vozes e estéticas.
Organizadoras
Beatriz Jevoux, Dri Azevedo, Eduarda Rocha, Glaucia Moreira Secco, Jucilene Nogueira, Júlia Braga Neves, Luciana di Leone, Mabel Boechat Telles Manuella Lopes Villas, Marcela Filizola, Mariana Patrício Fernandes Orquídea Garcia e Tássia da Silva Freitas
ISBN 978-65-87785-59-2
1ed. 2025
544p.
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R$ 65,00
Este é um livro sobre “religião material”. Parte da ideia de que não há religião sem materialidade e que as formas materiais não são um aspecto acessório ou consequente de uma anterioridade substantiva da religião. Tomar essa formulação como postulado inicial transforma o próprio modo pelo qual concebemos e analisamos a religião. Ao fazê-lo, nos afastamos da perspetiva que trata a religião como um fenômeno cognitivo, interior; da ordem da crença. Em contrapartida, insistimos em reconhecê-la a partir daquilo que é da ordem da experiência, das formas de mediação, dos corpos.
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R$ 60,00
É nosso modo de ver o tempo que se perturba neste livro, com uma densidade e astúcia teóricas que surpreendem a cada leitura. Este trecho da abertura resume as estratégias através das quais isso se torna possível: “este livro focará principalmente contextos inesperados, as cenas consideradas provocativas ou carentes de sentido, os anacronismos ou montagens inusitadas, isto é, no aparecimento de emblemas revolucionários ali onde não são esperados, providos de linguagens ou atitudes que não são as que estamos acostumados a escutar ou ver ou então tratados de um modo diferente do que esperamos que sejam tratados”. Olhar desse modo para as manifestações artísticas do passado e do presente, focando no inesperado e no inusitado, atentando ao que há de contraditório e de lacunar no que elas constroem, é o que permite vislumbrar o quanto esses restos são faíscas que podem reascender um outro futuro. Assim, debruçando-se sobre obras produzidas na Argentina e no Brasil entre o final dos anos 60 e o início dos anos 90 – de Oscar Bony e Oscar Masotta; de Clarice Lispector ou Silviano Santiago; de Eduardo Coutinho ou Hélio Oiticica; passando por vários outros artistas, cineastas e escritores, para chegar a produções mais recentes de Martín Gambarotta e João Gilberto Noll –, Mario Cámara narra uma mudança de época, tornando inteligíveis heranças que, lidas sem complacência e com generosidade, quem sabe possam deixar de nos assombrar.
Tradução de Paloma Vidal.
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R$ 40,00
No interstício entre a ficção e o autobiográfico que marca toda sua literatura em Risos e quebrantos, uma breve novela partida, o escritor argentino Roberto Videla narra os últimos momentos da vida de sua mãe Perla – personagem protagonista de um de seus romances anteriores. Em Risos e quebrantos o narrador da história vincula seu passado, as lembranças de sua infância na Argentina, e de sua juventude na Itália, com o presente da narração, o tempo em que sua gata Piru sofre um grave acidente e sua mãe está morrendo. Com uma escrita sempre delicada e um olhar intimista Videla nos transporta para uma viagem sensorial e emocional que impacta pela sua força e sua beleza.
Tradução de Carolina Machado
Imagem de Capa de María Jimena Herrera
Primeira Edição: 2024
72p.